O P.I.M.E.
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Missão sobre os rios Os missionários do P.I.M.E., em 1948, chegaram à região do baixo Amazonas, mais precisamente a Manicoré (rio Madeira) e Maués (rio Maués) e depois a Parintins. No dia 12 de julho de 1955, foi instituída a Prelazia de Parintins, cujo primeiro administrador apostólico e depois bispo, foi dom Arcângelo Cerqua, do P.I.M.E.. Parintins tornou-se diocese em 16 de julho de 1981. O território é de 75.654 km2 cobertos de águas e florestas. O maior obstáculo ao trabalho missionário foi a comunicação fluvial realizada através de barcos a motor e canoas. Desde o começo, os padres do P.I.M.E. dedicaram-se às visitas itinerantes ao longo das dezenas de rios em cujas margens vivia a maioria do povo índio e caboclo. A chamada desobriga tinha a dupla finalidade de dar assistência espiritual e transformar as centenas de famílias espalhadas e abandonadas em comunidades e povoados cristãos. É preciso lembrar que, quarenta anos atrás, as cidades de Parintins, Barreirinha, Maués, Nhamundá e Boa Vista dos Ramos, que hoje tem milhares de moradores, eram apenas povoados. Caracterizou-se a ação missionária dos anos 50 até 70 pela fundação de comunidades rurais (atualmente trezentos e cinqüenta) auto-suficientes, com lideranças para catequese, liturgia e estrutura sócio-religiosa. O clima muito quente, as doenças tropicais, a alimentação descuidada e a fadiga das viagens reduziram a duração da vida da maioria dos missionários. Outra característica dos missionários do P.I.M.E. foi o grande esforço para formar o clero local. O trabalho vocacional para preparar os jovens caboclos com vocação ao sacerdócio foi prioritário para os três bispos do P.I.M.E.: dom Arcângelo, dom João Risatti e dom Gino Malvestio. Hoje, Parintins tem sete sacerdotes diocesanos, quinze seminaristas maiores e sacerdotes religiosos de outras congregações. Foi somente nos anos 80 que o povo começou a saber que os padres missionários italianos pertenciam ao P.I.M.E. que iniciaria, então, sua animação vocacional. Hoje, estuda no seminário do Instituto em Monza, Itália, um jovem originário dessa diocese. Também nos anos 80 e 90, a modernidade e o crescimento demográfico explosivo atingiram a região do baixo Amazonas. O impacto foi grande, os problemas sociais aumentaram em relação à saúde, à educação e ao desemprego. Por conseguinte, tornaram-se mais fortes os desafios para os missionários, em número menor e já idosos. A estrutura está firme e as prioridades são a formação permanente e atualizada das lideranças leigas, através de retiros, cursos e encontros; uma melhor e mais efetiva utilização dos meios de comunicação da diocese e a redescoberta do método das irmandades, das pastorais específicas e dos movimentos eclesiais. Hoje, a característica dos missionários do P.I.M.E. continua (como no início) sendo empenhar-se em não deixar nenhum bairro da cidade, nenhuma capela dos povoados e dos índios do interior sem a visita itinerante, para confirmar a fé do povo e animar os líderes das comunidades. |
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