A Igreja no Mundo
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QUÊNIA: 03/12/2009 A história de Tatu Saidi “Quando eu soube que era soropositiva disse logo a meu marido que me ameaçou, dizendo para não dizer nada a ninguém. E eu não ousei contradizê-lo." Inicia assim a história de Tatu Saidi, uma garota queniana de 14 anos, viúva, da Coast Province, contada à Agência Fides no Dia Mundial de Luta contra a Aids. O pai de Tatu a ofereceu em esposa quando ela tinha somente 13 anos, fazendo a garota interromper os estudos. Sendo uma esposa submissa, era consciente do fato que o marido tivesse outras relações, mas não podia fazer nada. "Meu marido – continua Tatu – era imaturo e não entendia a diferença de ser solteiro e ser casado. Sempre continuou se comportando como se não tivesse uma mulher." A jovem ficou grávida depois do casamento, e quando fez o exame pré-natal descobriu que era soropositiva. O marido morreu poucos meses depois devido a complicações ligadas à AIDS. No Quênia o HIV é fortemente associado a um comportamento imoral, e o estigma social que existe em relação ao HIV/AIDS na comunidade profundamente religiosa da qual pertence garota não facilita a revelar a sua condição. Não obstante tudo isso, continuam os esforços e o compromisso contra a difusão do HIV, algumas práticas culturais tradicionais em várias partes do país, como Coast Province, continuam a impedindo tais esforços. Os casamentos precoces na região em que vive Tatu, por exemplo, são comuns e as meninas de nove anos, com frequência, são dadas em casamento a homens mais velhos. Os hospitais católicos estão empenhados, ao lado dos jornalistas locais em aumentar a conscientização sobre as práticas culturais que podem levar a uma maior disseminação do HIV e reduzir o estigma. A história de Tatu é uma entre muitas na Coast Province, onde o número de contágios está aumentando. Fides
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