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MADAGASCAR: 18/05/2009
Política
Novos desafios a distância entre os dois homens mais potentes
O presidente da Autoridade de Transição
malgaxe, Andry Rajoelina, declarou que não será candidato
nas eleições presidenciais de 2010, se também os
três precedentes chefes de Estado, não fizerem o mesmo. Rajoelina
afirmou que estão em andamento as tratativas para se chegar a um
acordo nesta direção com os precedentes presidentes, mas
sublinhou que “o acordo não foi aceito por todos”.
Uma referência explícita a Marc Ravalomanana, o presidente
que se demitiu em março deste ano assinando um documento de passagem
de poder a um diretório militar que depois passou a Rajoelina,
que era a principal oposição de Ravalomanana. Rajoelina
formou uma Alta Autoridade de Transição para preparar o
país à novas eleições.
O ex-presidente, que está em exílio na
África do Sul, afirma porém que foi obrigado sob ameaças
para si e sua família, pedir demissão, e reivindica o fato
de ser ainda o Chefe de Estado. Poucas horas após das declarações
de Rajoelina, Ravalomanana anunciou que “pode ser que até
duas semanas reentrarei em Madagascar”, e pediu a ajuda da comunidade
internacional para voltar ao país. Uma situação não
fácil para o mediador especial para Madagascar nomeado em 11/05
pela Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) a fim
de “permitir o retorno pacífico do Presidente e a organização
das eleições”.
As novas eleições foram pedidas por todos
para que tanto Ravalomanana (que pediu demissão, e que deve ainda
ser aprovada, afirmam os seus opositores, que ele foi obrigado a assinar)
quanto Rajoelina (que não foi eleito e não tem a idade prevista
pelas Constituições, 40 anos, para ser Chefe de Estado)
estão em crise de legitimidade e o país necessita de um
novo governo que seja expressão da vontade popular. A comunidade
internacional, que expressou o seu apoio a Ravalomanana, indica a data
de 2010, fixada pela Alta Autoridade de Transição, muito
longe e pede novas eleições ainda este ano. A crise política
prejudicou gravemente a economia nacional, sobretudo o setor turístico
que gera 390 milhões de dólares por ano, e o do minério,
que foram bloqueados os novos investimentos por parte de algumas companhias
estrangeiras.
Fides
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