A Igreja no Mundo
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HONDURAS: 29/09/2009 Frente aos momentos de crise em Honduras, o arcebispo de San Salvador, Dom José Luis Escobar Alas, manifestou ontem sua preocupação e a da Igreja Católica salvadorenha pela situação do país vizinho. Ainda mais quando o governo de fato estendeu, a partir de ontem e por 45 dias, a restrição de garantias individuais, e impôs toque de recolher em todo o território hondurenho, eliminando a liberdade de movimento, de expressão e de concentração, entre outras proibições. Após o golpe que depôs o governo de Manuel Zelaya e o regresso deste -de forma encoberta- ao território hondurenho, instalando-se na Embaixada do Brasil, o conflito se agravou. Houve saques e insurreição pública em Honduras, e a relação do país com o resto do continente deteriora. Ontem se impediu a passagem de uma delegação da Organização dos Estados Americanos (OEA) e se impôs um ultimato o Brasil para que deponha sua atitude de proteção a Manuel Zelaya em sua Embaixada. Ante este acúmulo de acontecimentos, Dom Escobar Alas disse que a Igreja savadorenha "está muito preocupada com a situação de Honduras e com o bem e a paz naquela irmã República". Ao concluir a missa dominical na capital de El Salvador, o arcebispo disse que os católicos salvadorenhos oram "por Honduras e querem a paz naquele país e muitas bênçãos do Senhor. É preciso recordar que Honduras e El Salvador sustentaram um breve conflito armado que durou 6 dias no mês de julho de 1969, conflito que se chamou "a guerra do futebol" e que terminou com 1.900 mortos, incluindo civis, de ambos lados. Desde então, foi a Igreja Católica que restaurou os laços de união e reconciliação entre os dois países da América Central. Zenit
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