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HAITI: 08/07/2009
Família
Papa e autoridades do país dão o maior apoio à família
Nesta segunda-feira, o Papa pediu às autoridades
haitianas um maior esforço para ajudar as famílias mais
pobres, obrigadas a emigrar para seguir adiante. Em um discurso ao novo
embaixador do Haiti na Santa Sé, Carl-Henry Guiteau, ao aceitar
suas cartas credenciais, o Papa afirmou que as últimas catástrofes
naturais sofridas no país “agravaram a já difícil
situação de muitas famílias”, pelo que “muitos
haitianos abandonaram seu país para procurar outras fontes de renda
para manter suas famílias”.
“É conveniente que, apesar das situações
administrativas às vezes problemáticas, encontrem soluções
rápidas que permitam que estas famílias se reúnam”,
disse; e renovou seu apelo à comunidade internacional, pedindo-lhe
“sinais concretos de apoio às pessoas que sofrem necessidade”.
Por outro lado, o Papa insistiu na importância de “ir às
raízes do problema da pobreza”, nas quais “se encontram
frequentemente diversas formas de privação cultural”.
Neste sentido, explicou que “a educação
dos jovens é uma prioridade para o futuro da nação”.
“Esta tarefa é importante e urgente para melhorar a qualidade
da vida humana, tanto no âmbito individual como social – explicou.
Neste contexto, a Igreja Católica oferece uma contribuição
significativa, tanto através de suas numerosas instituições
educativas, presentes nas zonas rurais e afastadas, como também
pela qualidade da educação e da formação dada
nas escolas católicas.”
O pontífice aludiu à questão do
meio ambiente, sobre a qual os desastres sofridos pelo Haiti “deram
lugar a uma maior consciência”. “Há uma espécie
de parentesco entre o homem e a criação, que deveria conduzir
a respeitar cada realidade. A proteção do meio ambiente
é um desafio para todos, pois se trata da defesa e promoção
de um bem coletivo, destinado a todos, responsabilidade que deve incitar
as gerações atuais a velarem pelas gerações
futuras.”
Sinais
de esperança
Apesar da pobreza que o país sofre, “não
faltam os sinais de esperança”, afirmou o Papa, que “se
fundam em particular nos valores humanos e cristãos que existem
na sociedade haitiana, como o respeito à vida, o apego à
família, a assunção das responsabilidades e, sobretudo,
a fé em Deus, que não abandona aqueles que confiam n’Ele”.
“O compromisso com estes valores permite evitar os males que ameaçam
a vida social e familiar. Da mesma forma, animo vivamente os esforços
de todos aqueles que em seu país contribuem para levar adiante
a proteção da vida e a devolver à instituição
familiar toda a sua importância”, acrescentou.
Neste sentido, o Papa destacou a importância do
testemunho oferecido pela comunidade católica, que “tem a
estima das autoridades e da população”. “Convido-lhes
a continuar seu serviço à sociedade haitiana, estando atentos
às necessidades dos pobres e procurando entre todos a unidade da
nação, na fraternidade e na solidariedade. Assim será
um autêntico sinal de esperança para todos os haitianos.”
Zenit
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