A Igreja no Mundo
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BRASIL: 24/06/2009 A Pastoral da Criança quer reduzir o número de mortes súbitas de bebês. Por isso lançou ontem, em Curitiba (PR), a campanha “Dormir de barriga para cima é mais seguro”. A Pastoral estima que três mil crianças morrem por ano subitamente durante no País. Só no Paraná, de acordo com a Associação Paranaense de Pediatria, são registradas cerca de 80 mortes súbitas anuais de lactentes. De acordo com a presidente da Pastoral da Criança, Zilda Arns, a ideia é alertar a população sobre a posição mais segura para que os bebês durmam sem riscos. “A posição de barriga para cima pode reduzir em até 70% o risco de morte súbita de crianças com até três meses de idade”, alerta. Zilda afirma tratar-se de uma campanha inédita, idealizada a partir de um estudo realizado pelo doutor em epidemiologia Nelson Arns Neumann (filho de Zilda) e pelo pesquisador da Universidade Federal de Pelotas (RS), Cesar Victoria, que identificou o menor risco da posição decúbito frontal. A presidente da Pastoral conta que as informações da campanha estão sendo divulgadas no site da organização, Pastoral da Criança, onde também existe um espaço destinado a esclarecimentos de dúvidas. Segundo Zilda, um dos enfrentamentos da campanha é a questão cultural. O presidente da Sociedade Paranaense de Pediatria, Aristides Schier da Cruz, ressalta que a ideia de que a posição de bruço evita que a criança se afogue com o refluxo precisa ser desmistificada. “A dúvida que todos têm é o risco de bronco-aspiração. Isso é um medo teórico. Morte por bronco-aspiração é rara”, atesta o pediatra. Segundo ele, a posição de lado também é desaconselhada, pois o bebê pode facilmente virar o rosto para baixo e facilitar uma asfixia. Aristides ainda salienta a importância da campanha quanto a outros fatores que podem colocar a criança em risco, como acomodá-la em um travesseiro muito fofo e o excesso de roupas. “Quanto menos objetos estiverem no berço, menor é o risco de a criança se enroscar e se afogar”, afirma. A campanha ainda orienta as mães para que evitem fumar no mesmo ambiente do bebê. “As mortes súbitas acontecem três vezes mais em famílias com fumantes”, alerta o doutor Aristides. A campanha da Pastoral conta com apoio do Ministério da Saúde, da Sociedade Brasileira de Pediatria e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). CNBB
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