A Igreja no Mundo
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BRASIL: 17/11/2009 Cerca de 40 lideranças Xavantes estiveram em Brasília ontem, 16, para participar do julgamento de reintegração de posse das terras Maraiwatsede, demarcada como terra indígena em 1993. A terra, localizada no norte do Mato Grosso, está em posse de fazendeiros, que questionam na justiça a demarcação da terra. O julgamento aconteceu no Tribunal Regional Federal 1.ª Região. Os Xavante foram retirados da terra Maraiwatsede, em 1966, após a área ter sido invadida e transformada no maior latifúndio do Brasil – a fazenda Suiá-Missu, que tinha 1,7 milhão de hectares. Os indígenas foram levados para a terra Xavante São Marcos – também no Mato Grosso. Quase 70 indígenas morreram vítimas de sarampo logo após a viagem. Em 1993, após muita pressão, a Fundação Nacional do Índio inicia o estudo para identificação da terra Maraiwatsede, cuja demarcação foi homologada em 1998. Desde 1992, no entanto, a área da então fazenda Suiá-Missu passou a ser invadida por diversos fazendeiros, que já destruíram cerca de 60% da mata para criar gado e plantar soja. Os fazendeiros continuaram na área mesmo após o registro da terra indígena em 1999. Apenas em 2004, com a área ainda invadida, um grupo Xavante retornou para Maraiwatsede e, após acamparem seis meses à beira de uma estrada, entraram na terra e construíram uma aldeia, onde atualmente moram quase 900 pessoas. O restante do território continua invadido e os posseiros questionam na justiça a demarcação da terra. CNBB
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