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BÓSNIA: 29/06/2009
Fundamentalismo
País vive processo de islamização, afirma cardeal
Rodé
A Bósnia vive um processo de islamização.
Sarajevo converteu-se em uma cidade praticamente muçulmana. Foi
o que afirmou o prefeito da Congregação para os Institutos
de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, cardeal
Franc Rodé, após visitar o país dos Bálcãs
entre 19 e 21 de junho. Em uma entrevista emitida ontem por Rádio
Vaticano, o cardeal afirmou que os católicos foram as principais
vítimas da guerra e muitos fugiram do país para a Croácia
e também para países mais distantes como Austrália,
Canadá e Nova Zelândia.
Muitos deixaram o país porque seus lares foram
incendiados, outros pela pressão e o medo de perder inclusive a
vida. De fato, muitos sacerdotes e religiosos foram assassinados. Igrejas
e mosteiros queimaram e foram destroçados. “Numericamente
diminuíram muito”, explicou, após visitar a diocese
de Sarajevo e Banja Lunka, convidado pelo cardeal Vinko Puljic. Em Sarajevo,
cidade de 600 mil habitantes, há apenas 17 mil católicos;
na diocese de Banja Luka, antes da guerra de 1991 a 1995, havia 150 mil
católicos, agora restam 35 mil”, disse.
No entanto, o cardeal Rodé afirma que não
encontrou pessimismo nem desânimo nas comunidades católicas.
Ao contrário, os católicos querem permanecer ali e oferecer
seus serviços eclesiais, especialmente os sociais, de educação
e formação, para todos, católicos, ortodoxos e muçulmanos.
Por exemplo, em Banja Luka, Dom Franjo Komarica planeja uma universidade
católica que se distinga pelo diálogo inter-religioso. “A
Igreja que encontrei na Bósnia-Herzegóvina, ainda que numericamente
seja reduzida, é uma Igreja viva, cheia de esperança”,
assegurou. Acrescentou que é “uma Igreja muito motivada e
sobretudo à qual não faltam vocações sacerdotais
e religiosas”.
Política
de identificação
Mais de 100 mesquitas foram construídas nos últimos
anos, inclusive em povoados nos quais nunca tinha existido uma mesquita.
“Existe, de fato, uma vontade de islamizar a região de Sarajevo”,
assinalou, assim como “uma vontade de fazer da República
Sérvia um país ortodoxo”. Neste outro país
da antiga Iugoslávia, “o governo constrói igrejas
ortodoxas –alguma delas muito bonitas–, mas é uma política
de identificação”, disse. “Os sérvios,
também aqueles que atualmente estão no poder e no início
eram membros do partido comunista, são hoje tranquila e abertamente
ortodoxos”, acrescentou, o cardeal Rodé expressou sua esperança
em que na Bósnia-Herzigóvina vivam-se relações
de tolerância e respeito e, se possível, também de
simpatia, e de colaboração, por exemplo, no campo social”.
Zenit
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