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PANAMÁ: 26/03/2008
Polêmica
Artigos da lei de sexualidade contrariam doutrina da igreja
O Comitê Permanente da Conferência Episcopal
do Panamá publicou um comunicado sobre a Lei sobre a Sexualidade,
atualmente em discussão. Os bispos explicam que «existem
alguns anteprojetos de lei integral sobre saúde sexual e reprodutiva
e sobre a proteção do menor e do adolescente, o que gerou
diversas reações e comentários na mídia».
Com relação a estes temas, os bispos da Conferência
Episcopal Panamenha desejam esclarecer uma série de pontos. Reconhecem
«que é função do Estado velar pela saúde
integral de toda a população que habita na República
do Panamá». «A Igreja Católica – explicam
– participou de várias reuniões com membros dos Ministérios
da Saúde, Educação e Desenvolvimento Social sobre
os anteprojetos de Lei já mencionados, procurando oferecer nossa
colaboração na busca do bem comum e expondo nossa postura
com relação a tudo o que afeta a vida humana, o matrimônio
e a família, célula básica da sociedade.»
«Nossa participação como Igreja Católica
nestas reuniões não significa de maneira alguma a renúncia
nem o desconhecimento dos princípios e valores inerentes à
nossa fé e à lei natural inserida na pessoa humana»,
asseguram os bispos. Desta forma, crêem «na necessidade de
promover uma verdadeira educação sexual cujo objetivo não
é o prazer pelo prazer, mas uma educação para o amor
em consonância com nossa condição de seres racionais
e visando a fortalecer a instituição familiar, respeitando
a idade biológica da infância e da adolescência».
Os prelados panamenhos se alegram pelo fato de que «algumas recomendações
apresentadas por nossos delegados foram incorporadas aos mencionados anteprojetos».
Não obstante, expressam seu «desacordo com outros artigos
por uma ambigüidade e porque contrariam a doutrina que nossa Igreja
sempre proclamou em favor da dignidade da sexualidade, da pessoa humana
e em defesa da vida, da família e do matrimônio, união
estável entre um homem e uma mulher».
Para concluir, reiteram o que disse o servo de
Deus João Paulo II quando visitou o Panamá há 25
anos:
- «O cristão autêntico, ainda com
o risco de converter-se em ‘sinal de contradição’,
deve saber escolher bem as opções práticas que estão
de acordo com sua fé.
Por isso, dirá sim à estabilidade da família;
sim à convivência legítima que fomenta a comunhão
e favorece a educação equilibrada dos filhos, ao amparo
de um amor paterno e materno que se complementam e se realizam na formação
de homens novos». Assinam o comunicado José Luis Lacunza
Maestrojuan, bispo de David, presidente da Conferência Episcopal
Panamenha (CEP); José Dimas Cadeño Delgado, arcebispo do
Panamá, vice-presidente da CEP, e José Domingo Ulloa Mendieta,
bispo auxiliar do Panamá, secretário-geral da CEP.
Zenit
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