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EUA: 14/11/2008
Diálogo
Arcebispo de Bagdá pede a Obama que ajude minorias
O arcebispo iraquiano Dom Jean Sleioman, de Bagdá,
espera que o presidente eleito dos Estados Unidos inste o país,
desgastado pela guerra, a respeitar os direitos das minorias. O arcebispo
dos católicos de rito latino no Iraque disse à associação
humanitária católica Ajuda à Igreja que Sofre (AIS)
que é importante para os Estados Unidos e o presidente eleito Barack
Obama «ajudar a proteger os direitos das minorias no Iraque. É
necessário pressionar o governo iraquiano para que respeite as
necessidades não só dos cristãos, mas de outras minorias».
O prelado fez estes comentários depois de que
alguns denunciaram interesses políticos por trás do êxodo
massivo de cristãos de Mosul, que se produziu no mês passado.
Enquanto isso, o Parlamento Iraquiano anunciou em 3 de novembro que se
deixarão apenas seis cadeiras aos grupos minoritários, nas
eleições provinciais previstas para o próximo mês
de janeiro. Três destas cadeiras – de um total de mais de
400 – serão para cristãos. «Espero que os Estados
Unidos animem o Iraque a melhorar e a converter-se em um país no
qual se mantém o império da lei, onde há igualdade,
e os direitos humanos estão no centro da constituição»,
disse Sleiman.
O prelado afirmou que os cristãos precisam de
mais proteção, sublinhando que só 1.500 dos 15 mil
que deixaram Mosul voltaram, apesar do medo das atuais ameaças
e intimidação. «Às partes políticas
aqui não lhes importam os direitos das minorias – afirmou.
Pensam mais em suas próprias táticas e estratégias.»
Seu comentário coincide com uma declaração, no mês
passado, dos bispos iraquianos, que disseram que os trágicos acontecimentos
de Mosul eram parte de um plano político encaminhado à divisão
e fragmentação do país. O arcebispo acrescentou que
no Iraque pouca gente – incluindo os cristãos – espera
mudanças significativas no mandato de Obama.
Afirmou: - «Não detecto
um entusiasmo real por Obama.
As pessoas aqui pensam que uma mudança de presidente
não levará a uma mudança na estratégia, talvez
no estilo».
«Um jornal digital árabe publicou
um artigo com este titular: - ‘Bush não era um selvagem
e Obama não será um anjo’.
Penso que isso quer dizer que o jornal crê que
Bush não foi tão mal como se diz e que Obama não
será tão bom como se pensa.» «As pessoas não
sabem de tudo que Obama pensa. Sua figura carismática e sua vitória
impressionaram todos. Mas muita gente está à expectativa
e espera ver como se desenvolve a situação», conclui
o prelado.
Zenit
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