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EQUADOR: 14/08/2008
CAM-III
Cada dia do Congresso Missionário é caracterizado por um
continente
2.º dia do CAM3-Comla8
•
13 de agosto, dia da África
Cada dia do Congresso Missionário é caracterizado
por um continente.
Neste dia, refletimos sobre o continente verde:
a África
Alguns dados importantes:
África:
30 milhões de km2
53 países
940 milhões de habitantes
123 milhões de católicos
A Igreja na África
recebeu 14.748 missionários e já enviou 2.585 missionários
além-fronteiras.
É o continente onde mais cresce o catolicismo.
Em 1900, tinha um milhão de católicos. Em 2000, 130 milhões.
Um aumento, em cem anos, de 1000%. “Explosão da graça
de Deus na África”,
assim falou um bispo da Nigéria, onde existe, hoje, o maior seminário
católico do mundo, com 1.100 seminaristas africanos.
Neste dia, após uma bela liturgia animada
pelo México, ocorreu a primeira das três palestras que deverão
orientar todo o congresso rumo a um compromisso missionário americano
mais concreto, na direção apontada pela Conferência
de Aparecida:
- uma missão continental.
O tema foi: A comunidade, discípula
de Jesus, escuta a Palavra.
O primeiro bloco das reflexões foi marcado
pela palavra-chave: DISCIPULADO
O cardeal Oscar Andrés Rodríguez Maradiaga,
arcebispo de Tegucigalpa, Honduras, foi o conferencista.
Numa palestra animada e cheia de entusiasmo,
na Àgora, a Casa da Cultura do Equador, o purpurado iniciou com
algumas perguntas instigantes:
- O que significa ser discípulo de Jesus?
- Quanto tempo por semana dedicamos ao estudo, ao trabalho,
à oração e à televisão?
- Podemos nos considerar discípulos de Cristo
se rezamos só três minutos por dia, e dedicamos 40 horas
por semana à televisão?
O cardeal constatou que somos, na maioria, discípulos
acomodados e seguimos pouco o exemplo de Jesus. Qual o remédio
a este comodismo? Uma conversão radical. Só quem vive o
evangelho é um verdadeiro profeta, discípulo e missionário,
pois anuncia com sua vida.
A palavra-chave: - configurar-se a Cristo,
isto é, transformar a nossa vida nEle.
Somente a partir deste encontro, o batizado se torna
discípulo e vive o espírito das bem-aventuranças,
sobretudo a caridade, que impulsiona o cristão a tornar Deus mais
conhecido, amado e servido por todos. Só a coerência nos
transforma em profetas persuasivos, pois o testemunho toca e converte.
O cardeal salientou a importância da “leitura orante”
da Bíblia (lectio divina), já que o discípulo é,
antes de tudo, alguém que escuta o Mestre. Dom Oscar tem a capacidade
de fazer a assembléia vibrar, com palavras carismáticas
e o jeito alegre e profundo de se comunicar.
No final da palestra, convidou-nos a fazer uma “cirurgia
do coração”, pois o nosso coração está
doente, entupido pelo “colesterol” que não nos deixa
ser missionários. Para esta cirurgia, é preciso inserir
um marca-passo. Quem fará esta operação será
o Espírito Santo, pela sua graça e ação. Somente
assim o coração voltará a bater diferente. Não
mais “toc, toc, toc”, mas “aí de mim se não
evangelizar, aí de mim se não evangelizar, aí de
mim se não evangelizar...”. A assembléia repetiu em
coro estas palavras e respondeu com um aplauso vibrante. Todos queriam
que o cardeal continuasse sua palestra, que teve que encerrar devido ao
tempo. O povo exprimiu o seu carinho e amor por este pastor, capaz de
nos animar missionariamente.
No final, aconteceu o Pentecostes, quando o palestrante
começou a cantar, com voz forte e vibrante, uma canção
hondurenha que diz:
- “Queremos ser como Paulo de Tarso, como ele missionários
sem medo e cheios de ardor...”.
À tarde, o congresso continuou nos 16 grupos de
trabalhos temáticos. Destes grupos, sairão as sugestões
que darão ao congresso o seu rosto definitivo, rumo à grande
missão continental que nos espera. Missão por todo o continente
e não para todo o continente. Isso quer dizer que toda a América
deve ser mais missionária além-fronteiras, fora do seu próprio
país, numa missão que visa encontrar, através do
diálogo, as diferentes culturas, raças, povos e religiões,
para nos tornarmos todos mais irmãos, no projeto de Jesus.
Experiência missionária:
Estou sendo acolhido numa comunidade contemplativa das
Visitandinas, numa paróquia de Quito, perto do aeroporto, chamada
Nossa Senhora de Fátima.
Dia 12/08 era a festa da padroeira e fundadora, Santa
Joana de Chantal. Levantei-me cedo, para participar da Missa, também
como forma de agradecimento às irmãs que me acolheram tão
bem. O pároco, Pe. Ramires, jovem e dinâmico, no final da
celebração, fez a exposição do Santíssimo
e, após breve momento de silêncio, iniciou para o povo e
as irmãs uma lectio divina, por cerca de uma hora. O documento
de Aparecida convida todas as paróquias a esta pastoral bíblica,
pois é notório que a Bíblia, mesmo sendo o livro
mais traduzido, não é ainda o livro mais lido e vivido.
Foi uma experiência linda encontrar em Quito, num dia de semana,
alguns cristãos que, antes de ir ao trabalho, se concentram numa
leitura bíblica. Que este exemplo seja seguido por muitas paróquias
também no Brasil. Assim seremos de verdade comunidades discípulas
e missionárias.
Pe. Pedro Facci-PIME
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