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EGITO: 13/06/2008
Vida Eclesial
Nós, cristãos, devemos mostrar um rosto de amor
Diante dos excessos que os cristãos vêm
padecendo desde o começo de junho no Egito, o bispo copto-católico
de Guiza, Dom Antonios Ariz Mina, convida a continuar mostrando um rosto
de amor, amizade e fraternidade. Segundo explicou à associação
católica internacional Ajuda à Igreja que Sofre, infelizmente,
o mal é sempre barulhento e visível, mas por essa mesma
razão é tão importante oferecer um autêntico
testemunho de amor. O prelado confessa que espera que todas as pessoas
cheguem a «estar em paz consigo mesmas, com Deus e com os demais».
Em sua opinião, dois fatores são
os principais responsáveis da violência e do extremismo:
- a pobreza e a ignorância, razão pela qual
faz um chamado a combater ambas.
O prelado diz que o homem é responsável
pela situação mundial, e que é preciso reforçar
a ajuda aos países pobres, porque onde não há perspectivas
nem liberdade, com freqüência se desata a violência.
Desta forma, assinala que, combatendo com mais decisão a pobreza,
seria possível frear o intenso fluxo migratório, pois a
maioria das pessoas não abandonaria seu país se tivesse
garantido ao menos a sobrevivência. Contudo, quando não é
assim, as pessoas acabam convencidas de que «qualquer outro lugar
é melhor», para logo muitas vezes não encontrar trabalho
em seu novo destino. Por esta razão, prosseguiu, muitos acabam
na delinqüência. O bispo explica que a Igreja Católica
se esforça em despertar uma nova consciência nas pessoas.
Com suas escolas, hospitais e programas de formação,
não só ajuda os católicos, pois se trata de instituições
abertas a todos os egípcios. Nelas, a Igreja pode dar testemunho
do amor «sem falar diretamente de Cristo nem recorrer à Bíblia».
«As pessoas sabem que sou cristão, e que ajudo em nome de
Cristo», assinalou Dom Mina, precisando que assim podia fazer-se
muito em prol de uma convivência pacífica entre cristãos
e muçulmanos. Na Diocese de Guiza vivem entre 8 e 9 mil católicos.
Há 9 paróquias e nove sacerdotes, ainda que três deles
estejam doentes e 2 trabalhem no seminário maior. O bispo Mina
disse que o que mais precisa são sacerdotes, porque, ainda que
neste ano e no anterior tenham ingressado no seminário maior 3
e 2 jovens, respectivamente, o trabalho pastoral vai aumentando. Daí
que a promoção das vocações seja a primeira
prioridade, e que o trabalho com os jovens tenha especial importância.
Para este fim, existem vários programas pastorais,
exercícios e encontros espirituais para crianças e jovens.
O prelado se alegrou porque muitos alunos que não podiam fazer
seus deveres com tranqüilidade em suas pequenas casas foram com freqüência
com seus livros à igreja. Lá há voluntários
que ajudam, reza-se uma breve oração e, de vez em quando,
organizam-se jogos. Desta forma, as crianças e jovens vivem com
a Igreja. «Quem afirma que já alcançou sua meta, está
morto», sublinha o bispo. Segundo ele, encontramos novas metas cada
vez que damos um passo adiante. E assim é a vida de Igreja. Assegurou
que, neste sentido, a Igreja Católica egípcia ainda tem
muitas metas por alcançar. Mais de 90% da população
egípcia professa o Islã, e cerca de 6% da população
é cristã, em sua maioria copto-católicos. Apenas
300 mil egípcios são católicos.
Zenit
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