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ARGÉLIA: 16/09/2008
Diálogo Inter-Religioso
Um bispo do país fala aos seus diocesanos
Queridos
Amigos
Este informativo de setembro marca sempre uma nova etapa
no ritmo de nossa vida e de nossos enganjamentos. Para todos, com ou sem
mochila/livros, é o movimento do retorno à escola!
Para nossos amigos mulçumanos, è o mês
do Ramadan. Aqui, na Argéria, a preparação deste
tempo de jejum, de oração e de alegria familiar permanece
enlutada pelos cruéis atentados acontecidos no norte do País.
È necessário repetir, estes eventos endêmicos não
são nem fenômenos e nem fatalidades.
Eles não são também conseqüências
de uma sorte miserável, mas bem téléguiadas por alguns
mandatários invisíveis, com intenções bem
precisas:
- o de « aterrorizar », para criar o medo.
E o medo é tão forte que leva a um «não
saber » sobre os mandatários desses fatos! Além do
que, com a vida cada vez mais difícil, uma certa morosidade continua
a crescer em nossa sociedade.
O desejo de deixar o país se faz ainda
sentir:
- os «harragas» (jovens ou adultos que arriscam
a travessia do Mediterrâneo sobre tênues embarcações)
continuam a desafiar o mar e a guarda-costeira.
Eles vêem tentando se reunir aos «migrantes
subsaharianos» já fatigados pela travessia perigosa. Essa
aventura, nos parece às vezes também, um suicidio como aquelas
dos kamikazes. É o até mesmo desespero que os consomem e
corroem! Como nos mostrar solidários com estas famílias
que começam este mês debaixo do peso de uma vida cada vez
mais difícil de suportar? O risco será o de se habituar
à estas situações dramáticas tomando parte
com eles de suas vidas, ou novamente de nos feixarmos em nossa torre pela
morosidade e pela covardia.
Este será então morte da Esperança!
Alguns milhares de homens e de mulheres continuam de enfrentar os desafios
de seu duro ofício de sobreviver com uma coragem e uma vivacidade
que nos dão corajem para não desistirmos ou esmorecermos.
E isso é freqüente nas casas dos mais pobres que se abandonam
nas mãos de Deus e a esperança na vida cotidiana são
os mais vivazes. E não é sobre esta pista que nos dirigem
a mensagem e a vida de Jesus?
Um evento importante vem de marcar a vida de
nosso Igreja da Argélia:
- um encontro sacerdotal de quatro dias reuniu perto
de 70 padres de nossas quatro Diocèses.
Fomos ajudados pelo P. Rafiq Khoury, padre palestino.
Tema Central desse encontro era a Eucaristia. Pode parecer
curioso que alguns padres tenham necessidade de se «tirar a poeira»
para renovar seu olhar sobre aquilo que eles celebram e que é o
eixo de sua vocação! Não significa tanto «de
dar brilho ás nossas liturgias » (não que isto não
seja util…), que de nos inclinarmos responsavelmente sobre aquilo
que a Eucaristia nos faz viver aqui e agora.
Nós descobrimos uma vez mais:
- a qualidade de nossa Eucaristia, celebrada e vivida
em todas as suas dimensões, depende em grande parte da qualidade
de nosso dom pessoal a Deus e de nosso empenho no meio desse povo.
Nós não celebremos jamais sózinhos,
mas dentro de uma ligação profunda, carnal com o povo no
meio do qual nós vivemos. Pão e vinho que nós ofereçemos
são plenos «do trabalho e da pena do mundo». Esta é
a « matéria prima » do nosso oferecimento. E nós
podemos, em compensação, comungar à um Dom pleno
de uma Presença Divina que toma sabor de certeza, reconforto, força,
energia e de comida para repreender a luta. Ramadan, violências,
desesperos, alegrias, esperança, tudo pode se viver numa outra
dimensão que o daquela do desgosto e do desespero. Por e na Eucaristia,
nossa vida toma gosto na vida compartilhada e da esperança que
não cança de se renovar pelo advento dum mundo novo.
Claude, vosso Irmão Bispo
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