A Igreja no Mundo
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ZIMBÁBUE: 08/11/2007 Se não receberem ajuda, mais de quatro milhões de habitantes do Zimbábue enfrentarão gravíssimas carestias no início do ano, alerta a «Caritas Internationalis» (CI). Lançando sua voz de alarme na segunda-feira, CI – confederação de organizações católicas de assistência, desenvolvimento e serviço social, com presença em mais de 200 países e territórios (www.caritas.org) – confirma que, por sua parte, aumentará suas operações de ajuda para distribuir alimento a mais de 100.000 pessoas, até abril de 2008. Desda forma, prevê ajudar cerca de 16.500 famílias na agricultura, irrigação e plantação de novas sementes. Para tudo isso, advertindo também de que o país africano está em quebra, CI precisa e pede 7 milhões de dólares ao Zimbábue. Os que podem, fogem da crise do país – aponta na nota de CI seu secretário-geral, Lesley Anne Knight –, que submerge a sua população no sofrimento ante um panorama de más colheitas, escassas chuvas, reforma agrária sem êxito, lojas sem suprimentos, serviços nacionais de saúde, educação e cultura em quebra, e crise econômica que não pára. O Zimbábue duplicou o índice de desnutrição infantil – chegou a 12% desde novembro de 2006; as cidades registram 80% de paralisação e a inflação é de 8.000%. Neste contexto, a alimentação básica é muito cara para grande parte da população. A CI também denuncia que o presidente Robert Mugabe levou o país à ruína econômica e social, violou a liberdade e outros direitos fundamentais da população, além de ter fracassado frente à corrupção. «A menos que a comunidade internacional compense a carência de alimentos, o país africano enfrentará uma crise humanitária», avisa Lesley Anne Knight, ao mesmo tempo em que assinala o dever do governo do Zimbábue de «assegurar que a ajuda alimentar chegará aos mais necessitados». «Igualmente, deve garantir a aplicação de políticas, inclusive reformas de lei, que possam garantir que um país que no passado se caracterizava ‘por sua rica colheita de trigo’ possa novamente voltar a ser auto-suficiente em sua alimentação», continua. Uma série de colheitas escassas, devida às secas, e a inadequada implementação do processo de reforma agrária deixaram numerosos agricultores sem possibilidade de explorar suas terras, de forma que, segundo a CI, a produção de alimentos no Zimbábue foi, neste ano, 40% inferior ao precedente. O polarizado ambiente político não fez mais que piorar a situação. Agora, as antes bem consolidadas estruturas governamentais são incapazes de responder às necessidades da população. Esta também se encontra seriamente debilitada para enfrentar tais dificuldades por causa do impacto da Aids, cuja penetração se estima acima dos 20% entre os 19 e os 29 anos. Atualmente, a expectativa de vida no Zimbábue se situa nos 40 anos de idade, tanto em homens como em mulheres. Zenit
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