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SERRA LEOA: 18/10/2007
Diálogo
"Cristãos e muçulmanos devem trabalhar juntos pelo
bem das nações da região", afirmam os Bispos
anglófonos da África ocidental
“Cristãos e muçulmanos compartilham
uma história de bem, mas também dolorosas memórias.
O diálogo cristão-muçulmano é o único
modo para recordar juntos os períodos nos quais as comunidades
viviam em paz, mas oferece também espaços para ouvir histórias
e experiências repletas de dolorosas memórias, de controvérsias
e dissidências que condicionam o presente”, afirmam os Bispos
da Associação das Conferências Episcopais dos Países
Anglófonos da África Ocidental (AECAWA), em um comunicado
divulgado no final da 11.° Assembléia Plenária da Associação,
que se realizou em Freetown, em Serra Leoa.
“Queremos aprofundar o nosso diálogo
para que possam ir ao coração da questão:
- a promoção da paz na nossa região
da África ocidental", afirma o documento, enviado à
Agência Fides. “Por essa razão - prossegue o comunicado
- consideramos providencial que essa Assembléia Plenária,
sobre o tema ‘A Igreja e a colaboração entre cristãos
e islâmicos na África Ocidental’, se realize em Serra
Leoa, um país onde cristãos e muçulmanos vivem em
harmonia há séculos. Damos graças a Deus pela colaboração
existente entre as duas religiões no país, que permanece
um elemento importante que acelerou o processo de paz durante o passado
turbulento da sua história, e contribuiu em grande medida para
as pacíficas eleições que acabam de se realizar.
Notamos com satisfação que existe uma semelhante harmonia
entre cristãos e muçulmanos em outros países da nossa
região, mesmo que em escala menor.”
A colaboração entre as duas comunidades
religiosas, destacam os Bispos da AECAWA, se torna possível por
causa da compartilha dos mesmos valores:
- o monoteísmo, o valor da oração,
da esmola e do jejum e a importância da peregrinação.
Cristãos e muçulmanos compartilham também a mesma
moral sexual, exaltam o valor da família e rejeitam a promiscuidade,
a homossexualidade, a prostituição e o aborto. Há,
porém, motivos de conflitos derivantes "da intolerância,
do militarismo e do fundamentalismo de algumas pequenas minorias, cristãs
e muçulmanas”. Cristãos e muçulmanos, porém,
devem superar esses contrastes e colaborar para revolver os problemas
que afligem os povos da região. Um deles, recordam os membros da
AECAWA, é a corrupção. “Cristãos e muçulmanos
devem ser capazes de trabalhar juntos em concretos programas anticorrupção.
Juntos, devemos ser capazes de fazer algo em relação ao
desemprego, ao crime, à vingança, à indisciplina
e à ignorância.”
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