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MALÁSIA: 26/09/2007
Indígenas
Doar o Evangelho aos índios animistas: 150 anos atrás, os
primeiros missionários do PIME na ilha de Bornéo
1857-2007:
150 anos de evangelização constante, realizada
na compartilha da vida dos pobres, na catequese itinerante, na assistência
aos doentes, na proximidade às famílias. É a experiência
dos missionários do Pontifício Instituto das Missões
no Exterior (Pime), dos Missionários de Mill Hill, de Jesuítas,
Franciscanos, Monfortanos e de outras congregações religiosas
missionárias na ilha de Bornéo, hoje dividida entre o Norte
- juridicamente pertencente à Malásia e ao pequeno Sultanato
de Brunei - e a parte Centro-Sul, província da Indonésia.
Atualmente, a missão é difícil e por vezes impossível
no Bornéo malaio, pois o governo não permite a entrada de
novos missionários, de que a Igreja local tanto precisa. Na área
indonésia, por sua vez, embora as difíceis condições
ambientais, a missão prossegue, graças à presença
das ordens religiosas.
No Bornéo malaio, apesar no escasso número
de sacerdotes (muito solicitados pelos Bispos das cinco dioceses), há
muitas conversões do animismo ao cristianismo, e nas paróquias,
registra-se um grande número de batismos de adultos, sobretudo
entre os índios “dayak”, e muita parte do trabalho
pastoral é confiado aos leigos e às comunidades eclesiais
de base. As sementes do evangelho foram lançadas nesta terra 150
anos atrás, pelos missionários do Pime, que em 14 de abril
de 1857, enviados pela Propaganda Fide, desembarcaram após um ano
e meio de uma viagem difícil, na ilha de Labuan, que desde 1846
era uma colônia inglesa costeira do Norte do Bornéo. Como
recorda o Pime, o pequeno grupo era guiado por Mons. Carlos Cuarteron
(1816-1880), ex-capitão da Marinha espanhola, que se fez padre
em Roma aos 38 anos, em 9 de abril de 1854, e foi nomeado Prefeito Apostólico
de Labuan, de Bornéo Setentrional e de suas Dependências,
em 4 de setembro de 1855.
Esta primeira semente foi cultivada em seguida, em 1881,
com os Missionários ingleses de Mill Hill. Hoje, as dioceses de
Bornéo, Estados de Sarawak e Sabah (Malásia) e Brunei (182.000
km2, 5.734.000 habitantes) contam 600 mil católicos. Em agosto
passado, Papa Bento XVI erigiu a sétima Diocese, Sandakan, na costa
ocidental. Por ocasião dos 150 anos de chegada dos primeiros missionários
em Labuan, e do início da Missão em Bornéo Setentrional,
a Diocese de Kota Kinabalu, da qual depende também a ilha de Labuan,
organizou recentemente um congresso, para recordar esta data fundamental
de sua história religiosa, do qual participaram muitos expoentes
da Igreja local e do PIME
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