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POLÔNIA: 04/09/2006
Igreja e Política
Bispos analisam relação entre
padres e o ex-regime comunista
A Conferência Episcopal Polonesa publicou, na sexta-feira,
dia 25, um "Memorando" sobre a colaboração de
alguns sacerdotes com os organismos de segurança da Polônia,
de 1944 a 1989. O documento retoma, de forma substancial, a análise
feita pelo cardeal-arcebispo de Cracóvia, Stanislaw Dziwisz, ex-secretário
de João Paulo II, que prometeu esclarecer os fatos da investigação
sobre a relação de alguns padres com o serviço secreto
comunista. Para tanto, foi instituída em Cracóvia uma comissão
para estudar o caso.
Os chamados "padres-espiões" são
um ponto polêmico na Polônia, de modo especial em Cracóvia.
A Igreja Católica espera que aqueles que forem declarados culpados,
manifestem publicamente sentimentos de conversão, arrependimento
e expiação. O Cardeal Dziwisz explica ainda, que, "em
vários casos, houve acusações falsas, fundadas em
documentos forjados pelo próprio serviço secreto" e
que a Igreja precisava publicar uma instrução teológico-pastoral
para dar esclarecimentos e indicações.
O "Memorando" dos bispos poloneses assinala,
por isso, que a colaboração deliberada e livre, com os organismos
de segurança do regime comunista é um "pecado público",
que deve ser confessado "a Deus, à própria consciência
e aos homens aos quais se fez mal". Na coletiva de imprensa em que
foi apresentado o documento, o Cardeal Dziwisz, falando em nome do Episcopado
polonês, admitiu, contudo, que o número de sacerdotes envolvidos
não deverá ser numeroso, pois a maioria sempre se opôs
ao regime comunista.
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