A Igreja no Mundo
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GUINÉ-BISSAU: 09/05/2006 “Uma crise dramática”. Assim, o governo da Guiné-Bissau definiu a crise alimentar no sul da Guiné-Bissau. As autoridades locais lançaram um forte apelo à comunidade internacional para fazer frente à situação no sul do país, que até então era considerado o “celeiro” do país. Em 3 de maio, o ministro do Desenvolvimento rural, Sola Na Klim, declarou aos parceiros bilaterais e multilaterais da Guiné-Bissau que mais de 140 famílias do sul do país sofrem a fome por causa de “uma grave crise alimentar”. A causa da forte redução da produção agrícola está relacionada com a salinidade do terreno. O ministro explicou que a água do mar progrediu para as terras férteis, empobrecendo seu rendimento. Trata-se de um fenômeno que infligiu um duro golpe à parte do país onde as chuvas são mais abundantes. A falta de alimento, uma verdadeira novidade para a região, corre o risco agora de estender-se às outras regiões do país. Há tempos que no norte da Guiné-Bissau há um grave penúria. O Programa Mundial de Alimentos (PAM), em colaboração com a Cruz Vermelha local, distribuiu 85 toneladas de víveres a 9 mil refugiados, a maioria dos quais é mulher e criança. Essas pessoas foram obrigadas a fugir de seus vilarejos, situados na fronteira com o Senegal, por causa dos combates entre o exército da Guiné-Bissau e uma facção do Movimento das Forças Democráticas de Casamance (MFDC). Também a Caritas se mobilizou para assistir os refugiados. Fides
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