A Igreja no Mundo
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AMÉRICA LATINA: 13/03/2006 Mediante uma carta dirigida ao Bispo de San Cristóbal de las Casas (México), Dom Felipe Arizmendi Esquivel, a Santa Sé decidiu pôr um ponto final na denominada "igreja indígena", vinculada à chamada "teologia indígena" (teologia da libertação), especialmente influente no sul do México, mas com importantes ramificações na América Latina. A carta, assinada pelo Cardeal Francis Arinze, Prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, lamenta a influência da ideologia da chamada "igreja nativa" herdada por Dom Arizmendi de seu predecessor, o Bispo Samuel Ruiz García, e assinala que a nova política deve suprimir a ordenação de diáconos permanentes. Dom Ruiz tinha proibido diversos movimentos e congregações religiosas de atuar na diocese e desalentado seriamente as vocações ao sacerdócio celibatário, e sobretudo promovido a ordenação maciça de diáconos permanentes casados, assegurando que em pouco tempo a Igreja terminaria por aceitar a prática do sacerdócio casado que, conforme dizia, respondia mais a uma visão de "igreja nativa" ou "indígena". Os constantes pedidos, vindos nesse sentido de San Cristóbal de las Casas, obrigaram a criação no Vaticano de uma comissão interdicasterial que começou a deliberar em setembro de 1993 e que chegou finalmente a uma conclusão no mês de outubro passado, sob o pontificado do Papa Bento XVI: - não à tentativa de criar uma "igreja nativa" inspirada na chamada "teologia indígena" ou "teologia da libertação". A eloqüente carta do Cardeal Arinze, publicada no último número do boletim "Notitiae" do dicastério, dirige-se a Dom Arizmendi, mas estende suas conclusões a outras regiões, como a Guatemala, Bolívia, Equador e Peru, onde também vem sendo promovida uma "teologia indíngena" e uma "igreja nativa". A carta do Cardeal Arinze diz textualmente: "Na última Reunião Interdicasterial, celebrada no dia 1 de outubro passado, como o senhor pôde bem observar, realizou-se um detalhado e sério exame do pedido apresentado por Sua Excelência e da situação atual da Diocese de San Cristóbal de las Casas e suas incidências na vida da Igreja Universal. Como resultado da deliberação se conveio como segue: Não se pode ignorar que, ainda depois de passados cinco anos da saída do S. E. Samuel Ruiz de San Cristóbal de las Casas, continua estando latente na Diocese a ideologia que promove a implementação do projeto de uma Igreja Nativa. Neste sentido, a Reunião Interdicasterial se pronunciou por uma suspensão de eventuais ordenações de diáconos permanentes até que se tenha resolvido o problema ideológico de fundo. Do mesmo modo, pede-se que se fortaleça a pastoral vocacional, com vistas ao sacerdócio celibatário, como no resto da Igreja no México e demais países da América Latina; e que se interrompa a formação de mais candidatos ao diaconado permanente. Constitui, com efeito, uma injustiça contra esses fiéis cristãos animar uma esperança sem perspectivas reais; além disso, o diaconado supõe uma vocação pessoal, não uma designação comunitária, mas sim um chamado oficial da Igreja; requer uma formação intelectual sólida; orientada pela Sé Apostólica. Para contribuir a sanear a vida eclesiástica, desde o início se pediu e se continua a indicar de abrir a diocese a outras realidades próprias da universalidade da Igreja Católica, para ajudá-la a sair do isolamento ideológico mencionado. Por último, cabe destacar que, alimentar nos fiéis expectativas contrárias ao Magistério e à Tradição, como no caso de um diaconado permanente orientado para o sacerdócio uxorado (casado), coloca a Santa Sé na situação de ter que recusar as diversas petições e pressões, e, deste modo, a faz aparecer como intolerante". ACI Digital |
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São Paulo Previsão para 13 de Março
Segunda-feira de sol e nebulosidade variada, sem previsão de chuva Probabilidade de chuva: 20 % |
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