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MADAGASCAR: 23/09/2005
Educação
O papel da Igreja católica no sistema
educacional
“Se não fossem os missionários, religiosas,
sacerdotes e leigos, o sistema de saúde e o ensino em Madagascar
desabariam repentinamente” - diz Pe. Cosimo Alvati, missionário
salesiano e diretor da Rádio Dom Bosco, em Madagascar. “De
fato, a Igreja garante um sistema educativo capilar e de qualidade. E
a mesma coisa funciona no campo médico” afirma Pe. Alvati.
“De fato, logo que uma nova missão é fundada, a primeira
preocupação dos fundadores é construir um posto de
saúde e uma escola.
Deste modo, graças à Igreja, até
as áreas do interior, e mais isoladas de Madagascar podem ter um
mínimo de ensino e de saúde”. Nos últimos anos,
o governo iniciou um programa para aumentar a freqüência escolar,
distribuindo às famílias um jogo de material escolar (canetas
e cadernos), para convencê-las a mandar os filhos à escola.
Este programa obteve um grande sucesso, porque as estruturas escolares
estatais não conseguem absorver a demanda de estudantes.
“Existem dois problemas estruturais que afligem
o sistema educativo do País” - recorda Pe. Alvati. “O
primeiro é a dificuldade de construir escolas em todo o território
nacional, em especial nas áreas mais remotas do interior. O segundo
é a incapacidade de formar professores qualificados para o grande
número de alunos. A extrema pobreza da população
é mais um obstáculo para a escolarização:
as famílias têm necessidade de mão-de-obra, nos campos.
Em algumas áreas, por exemplo, os próprios
professores mandam os alunos colher arroz na estação da
safra. Freqüentemente verifica-se também que os estudantes
de aldeias isoladas devam percorrer 10-15 quilômetros para chegar
à escola, e não conseguem acompanhar as aulas”. “Portanto,
a Igreja deve suprir o Estado, especialmente nas áreas mais isoladas”
- prossegue o missionário.
“Os distritos missionários, distribuídos
em todo o território nacional, têm áreas muito vastas,
e incorporam diversas aldeias. Foram instaladas ‘casas de estudantes’,
que acolhem crianças e jovens de aldeias mais isoladas. Lá,
os estudantes recebem comida, alojamento e ensino, por conta da missão.
As despesas de manutenção dos alunos são garantidas
com as doações a distância: com 30 euros por mês,
pode-se garantir estudo a um jovem aluno de Madagascar”.
Além de escolas de I Grau, diversos distritos
missionários construíram também escolas superiores,
que não recebem, infelizmente, alguma ajuda por parte do Estado.
Segundo o último anuário estatístico da Igreja (2003),
em Madagascar, a Igreja administra 749 escolas maternais, com 44.167 alunos;
2.479 escolas de I Grau, com 332.811 estudantes; 372 escolas médias,
com 88.959 alunos. Os matriculados em institutos superiores católicos
são 1.327.
Fides
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