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GEÓRGIA: 11/03/2005
Unidade na Diversidade
Unidade e respeito à diversidade,
conselho do Papa à Geórgia
Para superar os difíceis momentos que a Geórgia
está atravessando, João Paulo II recomenda a esta antiga
República soviética um prudente equilíbrio entre
“as exigências da unidade” e “o respeito às
legítimas diversidades”. Desde seu quarto na Policlínica
Gemelli o Papa enviou esta proposta à nova embaixadora de Tbilissi,
a princesa Khétévane Bagration de Moukhrani, nascida em
1954, na França, no seio de uma antiga família real no exílio.
A Geórgia está ainda comovida após o anúncio
no início de fevereiro da morte de seu primeiro-ministro, Zurab
Zhvania, intoxicado por gás segundo a versão oficial, e
do suposto suicídio de um funcionário da presidência,
Georgui Jelashvili.
As duas trágicas notícias foram recebidas
com ceticismo por setores da população deste país
que em novembro de 2003 viveu a “Revolução das Rosas”,
na qual a jovem oposição liderada por Mijail Saakashvili,
de 37 anos, e Zhvania, de 41, derrocou o presidente Eduard Shevarnadze,
antigo ministro de Assuntos Exteriores da União Soviética.
“Desde que a Geórgia empreendeu o caminho da independência
e da reconstrução nacional, teve de enfrentar muitos e com
freqüência duríssimos desafios, que puseram à
prova a generosidade e o espírito de sacrifício dos cidadãos
no serviço ao bem comum”, reconhece a mensagem pontifícia.
O texto foi entregue esta quarta-feira pelo cardeal Angelo
Sodano, secretário de Estado, à princesa Khétévane,
ao receber suas cartas credenciais no Vaticano. “Além da
difícil tarefa de instituir sólidas estruturas políticas
e econômicas, os georgianos tiveram de enfrentar o compromisso de
manter firme o sentido da unidade, com abertura para a comunidade européia
e internacional”, acrescenta.
“Portanto -reconhece João Paulo II-, a necessidade
mais importante que se adverte é o desenvolvimento de um sólido
momento de unidade na diversidade, firmemente ancorado na experiência
histórica do país, mas aberto ao enriquecimento que surge
do diálogo e da cooperação com os demais”.
“O mundo de hoje”, afirma o bispo de Roma, “desafia-nos
a conhecer-nos e respeitar-nos mutuamente na diversidade de nossas culturas.
Só deste modo se abrirá o caminho, em todos os níveis
da vida social, econômica e cultural, a um futuro de solidariedade,
de compreensão e de paz”.
Zenit
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