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AZERBAIJÃO: 14/09/2005
Igreja Missionária
Uma pequena comunidade católica renasce
em um país ex-comunista
Ex-República da União Soviética,
situado nas margens do Mar Cáspio, o Azerbaijão é
um país com 8,2 milhões de habitantes, 84% mulçumanos,
a maioria xiitas. Os cristãos são 350 mil, em grande parte
ortodoxos, ao passo que a comunidade católica é composta
de 150 cidadãos azeris e cerca de 120 estrangeiros. A paróquia
de Baku é chamada de Cristo Redentor, em Baku a Igreja foi abandonada
nos anos 30 pelo regime stalinista.
O último sacerdote, Stefan Demurow, desapareceu
nessa mesma época e, provavelmente, foi morto num campo de concentração
da Sibéria. Desde então, durante cerca de 60 anos, nenhum
sacerdote católico pode mais colocar os pés na cidade. A
partir de 1993, depois da queda do regime soviético e a independência
do país, alguns católicos pediram a presença de um
sacerdote em Baku. Em 1997 um jovem sacerdote polonês, dom Jerzy
Pilus, chegou em Baku.
A primeira comunidade era composta por apenas trinta
pessoas. Com a ajuda de seminaristas - que periodicamente chegavam de
Varsóvia, Copenhagen e Londres - conseguiram juntar uns vinte catecúmenos.
Aos católicos de Baku se juntaram também os estrangeiros
presentes na cidade por motivos de trabalho: diplomatas, funcionários
das empresas petrolíferas, consultores técnicos. A “Igreja
doméstica” de Baku se encontra hoje numa pequena casa onde
abriga a comunidade dos Salesianos e onde há também alguns
cômodos para a catequese e as atividades pastorais e de caridade.
A comunidade católica é composta de cerca
de 150 pessoas que vivem a fé num contexto social no qual se sentem
os danos causados pelo sistema comunista soviético. Mas nesta terra,
mesmo que atualmente o percentual de fiéis seja mínimo,
a presença cristã é muito antiga e vem desde o século
I d.C.
Durante os anos do regime soviético, os
fiéis ortodoxos acolheram e apoiaram os poucos católicos:
uma experiência de “ecumenismo prático”
de valor extraordinário. As relações entre católicos
e ortodoxos são, ainda hoje, muito próximas em Baku. Há
uma convivência pacífica também com o islã,
que no Azerbaijão tem conotações moderadas, herdadas
do “sufismo”.
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