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PALESTINA: 09/08/2004
Diálogo Inter-religioso
Primeiro-ministro malaio afirma que crise
na Palestina é primeira causa de ódio no mundo muçulmano
O Primeiro-ministro da Malásia, Abdullah Badawi, afirma que a
falta de progresso na solução do conflito palestino é
a primeira causa de ódio no mundo muçulmano. Num pronunciamento
feito na conferência do Conselho Mundial das Igrejas, em curso em
Kuala Lampur, o líder malaio destacou que a "Palestina tornou-se
um símbolo para o mundo muçulmano".
"Os terroristas talvez não tenham ligações
diretas com a Palestina, mas esta se transformou num símbolo para
a sua causa" _ expôs Abdullah, diante de uma centena de teólogos,
sacerdotes e eruditos de igrejas cristãs de todo o mundo. Segundo
o premier malaio, na atualidade as linhas de conflito entre religiões
e civilizações são evidentes.
Ele sublinhou que na opinião de muitos muçulmanos, os acontecimentos
dos últimos três anos parecem dar crédito à
visão de que o Ocidente cristão está de novo em guerra
contra o mundo islâmico. O Primeiro-ministro salientou que os atentados
perpetrados em 11 de setembro de 2001, nos Estados Unidos, as campanhas
militares no Afeganistão e no Iraque e a guerra contra o terrorismo
internacional assumiram um tom religioso.
Quinze Igrejas cristãs de todo o mundo, incluindo um representante
de Israel, participam da conferência, organizada pelo Conselho Mundial
das Igrejas, pela primeira vez numa nação onde a religião
dominante é o Islamismo. O encerramento dos trabalhos está
previsto para a próxima sexta-feira. O Conselho Mundial das Igrejas,
formalmente inaugurado em 1948, em Amsterdã, na Holanda, reúne
na atualidade 342 Igrejas de praticamente todas as tradições
cristãs, em mais de 120 países dos cinco continentes.
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