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CHADE: 06/02/2004
As milícias sudanesas avançam 70 km no
interior do Chade
Refugiados
É cada vez mais dramática a situação dos
refugiados sudaneses no Chade. Segundo o Alto Comissariado das Nações
Unidas para refugiados(ACNUR), existem mais de 110 mil refugiados ao longo
da fronteira com o Sudão. O ACNUR está enviando ajudas e
agentes humanitários à região, e já recrutou
vários agentes para trabalhar em Abéché (leste do
Chade).
O omissariado já completou o registro dos refugiados sudaneses
na cidade de Tine, localizada praticamente na fronteira entre os dois
países, para iniciar o mais rápido possível a sua
transferência para regiões mais seguras. O ACNUR conta em
poder transferir, em uma semana, 4.357 refugiados.
Outras 5.194 pessoas, recém-chegadas ao Chade, foram registradas
em quatro acampamentos entre Birak e Tine. Há outros dois campos,
ao sul da zona de fronteira: Wandalou, já completamente deserto
após a remoção dos mil refugiados ao campo de Farachana,
no interior; e o de Absongo, onde está em curso o deslocamento
dos refugiados. Até o momento, 1.403 pessoas se alojaram em Farachana,
provenientes de Wandalou e Absongo, em comboios de 250 a 300 pessoas.
Agentes do ACNUR fizeram um reconhecimento da área de Goz-Beida,
para identificar sitos para a criação de novos acampamentos.
Segundo a Agência da ONU, as autoridades locais aconselharam que
os campos fossem erguidos a uma distância mínima de 50 km.
da fronteira, recordando que os ataques das milícias sudanesas
chegaram a penetrar até 70 km. no interior do Chade.
Fides
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