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SINGAPURA: 17/09/2003
As religiões oferecem um contributo pela paz
Fazedores de paz
As religiões de Singapura apontam para a harmonia e pretendem
contribuir para construir uma convivência pacífica na vida
social do País. Por isso, os líderes religiosos reunidos
no Interreligious Harmony Circle (IHC) elaboraram e difundiram uma "declaração
de harmonia religiosa" que afirma:
"Nós, população de Singapura, reconhecemos
que a harmonia religiosa é essencial para a paz, para o progresso
e a prosperidade da nossa nação multi-cultural e multi-religiosa.
Nos comprometemos em reforçar a harmonia religiosa através
da tolerância, da confiança, do respeito e da compreensão
recíproca.
Afirmamos querer reconhecer a natureza secular do estado; promover a
coesão no âmbito da sociedade; respeitar a liberdade religiosa
uns dos outros; fazer crescer em nosso espaço o respeito pela diferença;
incrementar as relações inter-religiosas; assegurar que
a religião não será instrumentalizada para criar
conflito e desarmonia em Singapura".
A idéia de instituir uma comissão inter-religiosa nasceu
do governo de Singapura nos anos 60, quando a ilha foi afligida por desordens
inter-religiosas. Agora, após o 11 de setembro, o Primeiro ministro
Goh Chok Tong, sugeriu reforçar este organismo fundando em caráter
oficial o Interreligious Harmon Circle (IHC) e elaborando uma declaração
conjunta sobre as relações entre as religiões em
Singapura, para incrementar o diálogo na ilha do Sudeste asiático.
O Arcebispo Nicholas Chia, membro do IHC, exortou os católicos
"a serem conscientes da responsabilidade do qual cada um é
revestido", afirmando que "a nossa fé nos conduz a viver
em meio ao nosso próximo em paz e em harmonia com todos".
Em uma entrevista com a Agência Fides, Pe. Rober Baletchet, da Arquidiocese
de Singapura, por muitos anos Diretor do semanário Catholic News,
disse que "O Interreligious Harmony Circle serve para superar os
preconceitos e males entendidos, e a desenvolver ligames de amizade.
Este tipo de iniciativas são muito mais úteis e importantes
no Sudeste asiático, especialmente após o 11 de setembro.
Também seja observado que me Singapura não temos problemas
de relacionamentos entre as religiões:
os fiéis e todas as confissões vivem juntos na vida quotidiana,
nas escolas, nos locais de trabalho e na sociedade". Em Singapura,
dos 4 milhões de habitantes, 32% são budistas, 22% taoistas,
15% muçulmanos, 13% cristãos e 3,3 % hindus. Existem também
minorias compostas por judeus e zoroastras.
Fides
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