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ROMA: 24/10/2003
Beatificação afirma o "gênio
feminino" de Madre Teresa de Calcutá
Testemunho
No domingo passado, após proclamar beata Madre Teresa de Calcutá,
João Paulo II reconheceu em sua homilia que a religiosa, em sua
entrega a Deus e ao próximo, havia encontrado "sua grande
realização e viveu as mais nobres qualidades de sua feminilidade",
transformando-se em "sinal do amor de Deus".
No dia da beatificação, Chiara Lubich, fundadora do movimento
dos Focolares, constatou que Madre Teresa havia levado a cabo em plenitude
o que o Papa define como o "gênio feminino". "Consiste
precisamente na característica de Maria: não estava investida
por um ministério, mas estava investida pelo amor, pela caridade,
que é o dom maior, o maior carisma que vem do céu",
explica Lubich recordando seu último encontro em Nova York com
a nova beata em maio de 1997.
"Para nós é um modelo, afirma em uma mensagem publicada
em www.focolare.org. De fato é uma mestra excelsa na arte de amar".
Madre Teresa "amava verdadeiramente a todos. Não perguntava
a seu próximo se era católico ou hindu ou muçulmano.
A ela bastava que fosse homem ou mulher, e nisto redescobria toda sua
dignidade", afirma Chiara Lubich.
"Madre Teresa, acrescenta, era a primeira a amar: era ela quem ia
buscar os mais pobres, para quem havia sido enviada por Deus". "Madre
Teresa via, talvez como nenhum outro, Jesus em cada um: "A Mim o
fizeste" era precisamente seu lema", recorda. Chiara Lubich
continua descrevendo a nova beata: " 'Fazia-se um' com todos. Fez-se
pobre com os pobres, mas sobretudo "como" os pobres".
De fato, "não aceitava nada que os pobres não pudessem
ter também". "Madre Teresa amou a todos como a si mesma,
até oferecer-lhes seu próprio ideal, continua. Por exemplo,
convidava os voluntários que prestavam durante certo tempo um serviço
em sua Obra para buscar seu próprio Calcutá ali onde cada
um regressava". "Porque os pobres, dizia, estão em todas
as partes".
"Madre Teresa sem dúvida amou os inimigos. Nunca se deteve
a contestar as acusações absurdas que lhe faziam; ao contrário
rezava por seus inimigos", confirma. "Depois de sua morte, a
conheci ainda mais profundamente e com "avidez" li livros sobre
ela, reconhece Chiara Lubich. Admirei Madre Teresa de forma especial por
sua determinação. Tinha um ideal: os mais pobres entre os
pobres.
E permaneceu fiel a ele. Toda a vida apontou para este único objetivo.
Também por isso é para mim um modelo de fidelidade ao ideal
que Deus me confiou".
Zenit
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