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HONG KONG: 28/11/2003
O Partido Democrático venceu as ultimas eleições
Democracia
É um resultado que os observadores católicos definiram
como "histórico": o Partido Democrático de Hong
Kong venceu as últimas eleições municipais da Administração
Especial de Hong Kong, realizadas em 23 de novembro. Fontes da Agência
Fides na Igreja de Hong Kong afirmam que "foi escrita uma nova página
histórica para a ilha". È uma demonstração
significativa, que comprova novamente o impacto da imponente passeata
de 1.º de julho, quando o povo foi às ruas para protestar
contra um decreto que limitava a liberdade dos cidadãos. Os habitantes
de Hong Kong querem defender os frutos de uma democracia conquistada com
coragem e obstinação".
Mais de um milhão de cidadãos (cerca de 44% dos 2,4 milhões
de eleitores registrados) votaram e escolheram 400 representantes para
os 18 distritos da ilha, para os próximos quatro anos. A alta afluência
às urnas bateu todos os recordes da história de Hong Kong.
Segundo os resultados oficiais, o Partido Democrático obteve 95
das 120 cadeiras às quais concorria, enquanto o Partido de governo,
o Democratic Alliance for Betterment of Hong Kong obteve somente 62 cadeiras
das 206 às quais concorria.
Segundo o mecanismo das eleições municipais, cerca de 100
conselheiros da assembléia são nomeados pelo chefe do governo.
A derrota do partido governamental pode ser atribuída à
decisão de apoiar a Lei de Segurança Nacional, apresentada
pelo Administrador Executivo, Tung Chee-hwa. A Igreja de Hong Kong sempre
dedicou a máxima atenção à democracia na ilha,
engajando-se com coragem e solidariedade extraordinárias. Antes
das eleições, um editorial do boletim diocesano de Hong
Kong, Kun Kao Pao, pedira aos fiéis e a todos os homens de boa
vontade uma participação ativa.
O editorial reiterava a posição da Igreja, citando o ensinamento
do Papa João Paulo II: "A Igreja aprecia o sistema da democracia,
porque assegura a participação dos cidadãos nas decisões
políticas e garante ao povo a possibilidade seja de eleger e controlar
os próprios governantes, como de substitui-los de forma pacífica,
no caso julgue oportuno. Ela, portanto, não pode favorecer a formação
de grupos dirigentes restritos, que por interesses particulares ou por
fins ideológicos, usurpam o poder do Estado (Centesimus Annus,
46)".
O artigo se dirigia diretamente aos cidadãos, com as palavras
seguintes: "Para preservar o sistema democrático, conquistado
com esforço, para proteger o direito à liberdade e à
igualdade, para construir uma sociedade justa e harmoniosa, o teu voto
é determinante. Nós encorajamos os fiéis a seguirem
o ensinamento social da Igreja: para construir o Reino de Cristo no mundo,
temos o dever de obedecer a nossa consciência cristã, participando
ativamente do voto".
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