A Igreja no Mundo
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ORIENTE MÉDICO: 12/01/2010 "Será um tempo vigoroso; importante é a escolha de colocar no centro o tema do testemunho. As Igrejas orientais devem estar conscientes da própria missão e ter a preocupação e o cuidado com o futuro do Evangelho nessas terras." Assim, em uma entrevista à Agência SIR, da Conferência Episcopal Italiana, o arcebispo caldeu de Kirkuk, no Iraque, Dom Louis Sako, definiu um dos eventos eclesiásticos mais aguardados de 2010: - a Assembleia Especial do Sínodo dos Bispos para o Oriente Médio, que se realizará de 10 a 24 de outubro, em Roma. Referindo-se ao tema sinodal centralizado, em especial, sobre a comunhão e o testemunho, o arcebispo advertiu para o risco de que as Igrejas no Oriente Médio percam de vista o anúncio evangélico, relegando a presença cristã à esfera litúrgica: - "Toda a Igreja tem a missão de testemunhar; do contrário, não é Igreja". Sobre a comunhão, Dom Louis é claro: - "A divisão dos cristãos é um escândalo. Os próprios muçulmanos nos perguntam por que estamos divididos". Para o prelado, necessita-se de uma pastoral comum, unificada em língua árabe: - "As nossas são pequenas Igrejas que, para viver, devem colaborar. Sem cooperação, não existe futuro". O mesmo vale para o diálogo inter-religioso: - "Sem o diálogo com o Islã, não temos futuro. As Igrejas no Oriente Médio podem, também elas, favorecer uma justa colaboração ao problema entre israelenses e palestinos. É importante que os cristãos orientais permaneçam nesta região, eles fazem parte da grande herança da Igreja universal, e sua saída é uma perda notável para toda a Igreja". CatolicaNet
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