Revista "MUNDO e MISSÃO"

Testemunhos da Vida Missionária

Uma cidade para os párias, cooperativas, faculdades de Engenharia e de Medicina.
O empenho do Pe. Augusto pela promoção humana, enraizada no Evangelho, não conhece limites

Redação

e. Augusto Colombo está na Índia desde 1952. Ele inventa uma coisa depois da outra.

Na diocese de Warangal, fundou paróquias e dezenas de instituições para pobres:

- cooperativas de produção e de consumo, um leprosário, hospitais e dispensários médicos, uma fazenda-escola, um centro de tratamento para Aids, casinhas para os mais pobres, etc.

A sua história se confunde com as etapas do desenvolvimento da Índia, ou, pelo menos, da região onde atua, e confirma o nexo profundo que existe entre evangelização e promoção humana. A 40 quilômetros de Warangal há a Colombo nagar, a “cidade de Colombo”. Tempos atrás, em terreno árido e pedregoso, Pe. Augusto construiu uma faculdade de Engenharia (Institute of Technology and Science), hoje com 1.300 estudantes. Ela forma, anualmente, entre 120 e 130 novos engenheiros, em cinco diferentes especialidades. A metade das vagas é reservada aos párias e aos católicos, que dificilmente entrariam em outros institutos superiores.

Em volta da escola surgiu a Colombo nagar. Tudo pertence à diocese. Em vista do bom resultado da sua primeira faculdade (depois de tantas outras escolas que ele fundou), com a generosa ajuda dos amigos de sua cidade natal (Cantù, Itália) e de outros benfeitores, Pe. Colombo adquiriu em Warangal, há cinco anos, um moderníssimo hospital com 600 leitos, que brevemente deverão chegar a mil. Lá trabalham freiras de três congregações que atuam no setor da saúde.

Perto dele foi iniciada a construção da faculdade de Medicina, a segunda católica da Índia. Pe. Augusto também se dedica aos cegos. Na Índia, cerca de 4 milhões de pessoas ficam cegas anualmente, devido à catarata. Com a colaboração de oculistas italianos, Colombo criou e aparelhou um centro especializado para os cegos em Fatimanagar. Jovens médicos indianos trabalham no centro e operam de 4 a 5 cataratas por dia.

As mulheres indianas são admiráveis na arte do bordado:

- aprendem rápido e trabalham com entusiasmo e precisão.

Elas ganham bem, em relação aos padrões indianos. Colombo paga, às bordadeiras de Warangal, a metade do que suas casas lhes custam e lhes dá outras facilidades. Os bordados e as rendas feitas por elas não são vendidos na Índia, mas, licenciados pelo governo, são comercializados na Itália e nos Estados Unidos, através de uma rede de amigos e amigas do Pe. Colombo. Além de tudo o que faz, Augusto é também pároco de Karunapuram. Um jovem sacerdote indiano administra a paróquia, mas a pastoral e o anúncio do Evangelho são responsabilidade do pároco. Ele escreveu os catecismos para as várias classes de crianças e as notas explicativas para os catequistas. Desenhos naïf muito simples ilustram um episódio bíblico ou evangélico, com explicação em telegu (língua indiana), escrita à mão, em grandes caracteres.

As crianças colorem as ilustrações, depois escrevem, na página ao lado, seus pensamentos e fazem seus próprios desenhos. Estes cadernos ilustrados, muito práticos e agradáveis, foram adotados na catequese diocesana e são utilizados em outras dioceses de língua telegu. A igreja de Karunapuram, com grandiosa cúpula, é interessantíssima. Em suas paredes, um pintor local desenhou cenas do Antigo e do Novo Testamento e fez descrições explicativas em telegu. Muita gente vem, cristãos e não-cristãos, para admirar as pinturas e ler os textos. É uma espécie de catecismo ilustrado, em estilo popular, que, em 30 ou 40 quadros, resume toda a história da salvação.

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