Revista "MUNDO e MISSÃO"

Evangelização Geral

A hora do ENVIO

Elisabeth Joseph

A Papua Nova Guiné precisa de missionários e, no entanto, começa a surgir um grito para que se abra à dimensão universal da missão. Há um desejo de enviar missionários para outros países

O mundo da Melanésia é composto por uma infinita variedade de pequenas comunidades que se espraiam em todos os lugares. O forte número de catequistas, sobretudo, possibilita uma evangelização capilar e sistemática. A Oceania vê multiplicar-se, a cada ano, um contingente significativo de leigos e leigas para a evangelização.

Na área rural, há ainda uma multiplicidade de clãs e tribos, ricos em tradições culturais e valores. A cosmovisão dos povos da Melanésia tem como centro a crença numa força vital que está presente em todas as coisas: nas plantas, nos oceanos e nos rios, nas pedras e nas montanhas, até no ar que se respira. Esta força pode influir positiva ou negativamente nos seres humanos. Junto com isso, há também o forte sentido comunitário, aquela vontade de programar e decidir juntos. Quem sabe tudo isso não constitua uma riqueza a ser partilhada com outros povos e culturas. Num mundo ocidental que vê desaparecer a espiritualidade e o sentido, os povos da Oceania afirmam que a visão religiosa norteia a vida toda, de todos os seres animados e inanimados.

O processo de mudança - Nas ilhas é evidente a ruptura entre o ontem e o hoje. As comunidades tradicionais que existiam no passado não têm mais a mesma consistência. O impacto do mundo moderno está envolvendo e minando as culturas tradicionais. Este impacto tem desnorteado muitas comunidades tradicionais e da área rural. O processo de urbanização tem trazido muitas coisas novas, mas também muita insegurança e conflito de valores. A Igreja católica é muito viva. Enraíza-se na força de tantos missionários e missionárias que, desde o século 19, enfrentaram todo tipo de fadiga e até o martírio para proclamar o evangelho. Agora a Igreja está crescendo, mas necessita se abrir para não sufocar.

Formar e enviar - Um dos maiores desafios da Igreja na Oceania é o envio dos próprios missionários para outros países e outros povos. O papa João Paulo II tem afirmado: "Quando os vossos filhos e filhas são enviados como missionários no mundo, então terão muitas vocações no próprio país e a Igreja local se tornará mais missionária".

Formação e vida espiritual representam os desafios para o terceiro milênio. A Papua Nova Guiné necessita ainda de missionários que vêm de fora, mas, ao mesmo tempo, está percebendo que chegou a hora de preparar e enviar os próprios missionários para outros países. A Igreja da Oceania quer se tornar uma Igreja madura.

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