Revista "MUNDO e MISSÃO"

Estatísticas

As Megalópoles no mundo

da redação

oje, 48% da população mundial mora nas grandes cidades. Em 2007, 50% da população mundial estará morando nas megalópoles. Em 2030, a população urbana vai superar os 5 bilhões. Um estudo publicado pela da ONU – UN-HABITAT (www.unhabitat.org – United Nations Human Settlements Programmes) sinaliza, nos próximos anos, um grande deslocamento da população para as grandes cidades, especialmente no chamado Terceiro Mundo, com o surgimento de megalópoles de mais de vinte milhões de moradores.

Uma pessoa em duas, morará numa dessas megalópoles, provocando mudanças do sistema de vida da população para pior. As megalópoles serão enormes regiões interligadas, superpovoadas, que englobarão cidades vizinhas e, nas quais, mais da metade da população se concentrará em favelas ou “barracópoles”. Este massivo deslocamento em regiões urbanas – megalópoles – criará outras situações que, como preanuncia o estudo da ONU, serão realidades desastrosas.

Os governos atuais, já na realidade atual das metrópoles, não conseguem criar os serviços necessários para uma vida humana decente. Tudo isso se agravará quando as megalópoles, em brevíssimo tempo, concentrarão dezenas de milhões de pessoas. Faltarão estradas, hospitais, redes da distribuição de alimentos, água potável. As megalópoles se estruturarão com centros luxuosos e ultramodernos, habitados por uma classe poderosa e rica, mas rodeados, ou melhor, sitiados por enormes extensões de favelas, de marginados como já se pode perceber, embora com valores ainda reduzidos, nas atuais metrópoles de Rio de Janeiro e São Paulo.

Famílias inteiras condividirão casebres ou áreas de poucos metros quadrados convivendo numa promiscuidade que trará de volta epidemias de doenças que se consideravam combatidas ou debeladas, como a cólera, hepatite e outras doenças infectivas. Além disso, sendo que haverá muito desemprego e vida precária, a convivência será ainda mais difícil que nas atuais favelas. Tóquio, com perspectiva de 37 milhões de moradores, será a maior megalópole do planeta.

Hoje é considerada uma cidade moderna, após ter resolvido vários dos graves problemas que afligem outras metrópoles como os transportes públicos, o tráfego urbano que raramente chega a ser caótico, mas já começam os problemas de uma superpopulação como a desocupação, as “barracópoles” ou favelas, que se instalaram ao longo do rio Sumuda e o problema da reciclagem ou destino das 23-25 milhões de toneladas de lixo diário, produzido atualmente e que proximamente, como megalópole, irá mais que triplicar.

Nova Délhi – Índia, outra futura megalópole que surgirá dentro de alguns anos, terá gravíssimos problemas de saneamento básico, higiene, abastecimento de água potável. Já, hoje, a cidade tem problemas com a exclusão de 15% da população atual de um serviço de água potável. Os slums ou favelas da cidade, com seus esgotos a céu aberto, serão fontes de doenças infectivas e epidemias que os poucos recursos médicos não poderão amenizar e haverá milhões de pessoas sem ocupação, uma fonte de desordens, piorando a cidade cuja perspectiva é de que será ingovernável.

Justamente, o secretário da ONU, Kofi Annan, reconheceu que o mundo está se tornando uma bomba prestes a explodir. Alertou todos os governos do mundo sobre a gravidade da crise que poderá eclodir dentro de poucos anos.

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