Revista "MUNDO e MISSÃO"

Espiritualidade e Missão

 

A nova era da Missão

por Steve Bevans, verbita

Uma das graças da renovação, que transformou a Igreja nas últimas quatro décadas,
foi o desenvolvimento de uma nova maneira de compreender a missão.
Vou mostrar isso através de cinco desdobramentos que aconteceram na missão.

Uma nova tarefa: da expansão à comunicação


Steve Bevans

movimento missionário, que tem suas raízes nos “descobrimentos” ou “encontros” europeus dos séculos 15 e 16, chegou a bom termo. O evangelho foi anunciado em todas as partes do mundo e a Igreja se estabeleceu praticamente em todo lugar. Dez anos atrás, o “centro de gravidade” da cristandade se deslocou do hemisfério Norte para o hemisfério Sul. O Brasil, por exemplo, atualmente é o maior país católico do mundo. A Igreja da África é a que cresce mais rapidamente no mundo todo.

Porém, enquanto proclamar o Cristo entre os seguidores do Islã, do Hinduísmo ou do Budismo, o crescimento da Igreja será lento e difícil entre estas e outras religiões. A tarefa da era missionária, que ora termina, foi a da expansão da Igreja; a tarefa da era missionária, que agora se inicia, é a da comunicação, a do intercâmbio de pessoal e de recursos entre as Igrejas cristãs. Continua válido o trabalho do missionário estrangeiro e o anúncio do Evangelho, principalmente através do testemunho autêntico, que é a prioridade da Igreja local. Mas a missão, hoje em dia, já não é mais concebida em termos geográficos; hoje falamos da “missão nos seis continentes”, inclusive nos países do Primeiro Mundo.

Um novo motivo: da missão da Igreja à missão de Deus


Missionário xaveriano com criança Índia da Amazônia

Uma razão daquilo que afirmamos acima é a descoberta, ou a re-descoberta, da nova motivação missionária. A razão pela qual a Igreja, inúmeras vezes, comprometeu-se com a missão, esteve identificada na obediência ao mandamento de Cristo:

“Ide por todo mundo,...”. Porém, a renovação da teologia trinitária revelou – nos últimos anos – que Deus é o verdadeiro missionário. Desde o primeiro momento da criação, Ele foi convocando o mundo a uma transformação pelo Espírito, cuja presença se manifestou concretamente no ministério libertador, na morte e ressurreição de Jesus Cristo.

A missão não é simplesmente algo que Deus faz; a missão é o que Deus é. E desta maneira, a missão, antes de ser somente uma tarefa entre outras, que a Igreja se encarrega de realizar, identifica-se com a essência da Igreja. “A Igreja peregrina”, diz o Vaticano II, “é, por sua natureza, missionária” (AG 2). A Igreja não tem uma missão; a missão tem uma Igreja. Em qualquer lugar que se encontra, a Igreja participa da atividade criadora, redentora e transformadora de Deus. Qualquer paróquia é, por definição, uma comunidade missionária chamada a pregar, servir e testemunhar o Reino de Deus.

Uma nova abrangência: da missão como uma tarefa à missão como muitas tarefas


A missão não é simplesmente algo que
Deus faz; a missão, antes de ser somente
uma tarefa entre outras, que a Igreja se
encarrega de rea-lizar, identifica-se com
a essência da Igreja

A Igreja prega, serve e testemunha o Reino de Deus e isso significa que a missão é necessariamente uma “realidade unitária, porém, complexa” (RM 41). Em tempos anteriores, o sentido da missão era mais limitado.

Ela proclamava o nome de Jesus, além de construir e de cuidar de uma Igreja que ainda não atuava, isto é, não era atuante como na Europa ocidental. Todo o restante (educação, saúde, desenvolvimento, etc.) enquadrava-se na “pré-evangelização”.

Porém, particularmente a partir de 1971, quando o Sínodo dos bispos falou do empenho pela justiça, como “parte constitutiva do anúncio do evangelho”, a idéia do que se entendia como atividade missionária autêntica ampliou-se.

Embora esteja claro que a proclamação direta do evangelho continua sendo “a prioridade permanente da missão” (RM 44), é também certo que a missão da Igreja se compõe essencialmente do testemunho cotidiano, da autêntica vida cristã do missionário e da comunidade local; dos esforços da comunidade para comunicar e encarnar o evangelho, de maneira profunda, na cultura local (ou seja, pela inculturação); do compromisso pela ação em favor da justiça e da paz, e da preservação da natureza; do compromisso com outros caminhos religiosos no diálogo inter-religioso; da participação da comunidade cristã, através da liturgia e oração transformadoras; do trabalho dos cristãos, através do ministério da reconciliação, na cura de chagas e ódios antigos, opressão e mentiras desumanizantes. Sendo que a missão é missão de Deus, é muito mais que trabalhar na Igreja e para a Igreja: trata-se de transformar o mundo, preparando-o para o grande momento escatológico que Jesus definiu como a chegada do Reino de Deus.

Novos protagonistas: de especialistas missionários a cristãos missionários

Na época que está chegando ao fim, o protagonista principal do esforço missionário da Igreja foi “o missionário” – geralmente alguém de outro país e outra cultura, membro de uma congregação religiosa e/ou missionária. A Igreja tem imensa dívida de gratidão aos inúmeros homens e mulheres heróicos, que dedicaram sua vida, nos últimos cinco séculos, para dar ao movimento missionário moderno o sucesso que ele obteve.

A catolicidade da Igreja e a dimensão comunicacional da missão ainda testemunham a validade da presença do missionário, como portador de vocação especial; porém, as novas compreensões da natureza missionária da Igreja – e, em particular, da Igreja local – indicam que a “atividade missionária compete a todos os cristãos” (RM 2). Toda paróquia é missionária. A Igreja não existe para si mesma: existe para o Reino de Deus: – vai para além de si mesma, no mundo.

Por isso, todo membro da comunidade cristã local é chamado a oferecer seu serviço missionário, através da vida de testemunho e oração, do compromisso com o diálogo e a inculturação, com a justiça social e ecológica e com a reconciliação. O ministério dos religiosos e do clero não consiste em fazer todo o trabalho, mas em promover os dons sacerdotais da comunidade inteira. Somos hoje testemunhas, em toda a Igreja, de um aumento vertiginoso de leigos e leigas que – por período determinado, ou pela vida toda – dedicam-se ao serviço missionário, seja na sua terra de origem, seja no exterior. Os leigos não podem ser considerados só como “ajudantes” dos missionários. Eles são, por direito próprio, missionários.

Um novo contexto: do colonialismo à globalização

A era missionária moderna foi, de várias maneiras, o “braço religioso” do colonialismo, tanto dos colonialismos português e espanhol no século 16, quanto dos colonialismos britânico, francês, alemão, belga e americano no século 19. Isso nem sempre foi nocivo. Muitas vezes, os missionários defenderam heroicamente os direitos dos povos indígenas, como Montesinos, de Las Casas e Claver o testemunharam com a vida. Porém, lamentavelmente, e talvez com mais freqüência ainda, os missionários reforçavam a situação das injustiças da ordem colonial.


Os leigos não podem ser
considerados só como "ajudantes"
dos missionários. Eles são,
por direito próprio, missionários

Foi esta uma das causas do fim da época missionária moderna e do período colonial. Todavia, hoje nos encontramos em um contexto igualmente ambíguo – o da globalização. Por um lado, ela oferece inúmeras promessas e desafios positivos: a disponibilidade dos meios de comunicação e da tecnologia, acessíveis a todos os povos, identifica os valores democráticos e os direitos humanos de todos.

Esta tecnologia pode ser utilizada, com criatividade e imaginação, para anunciar o evangelho e promover os valores do Reino de Deus, e isso constitui um desafio maior para a evangelização atual – um “novo areópago”, como o chamou o papa João Paulo II (RM 37).

Por outro lado, o fenômeno da globalização significa uma ameaça que, de variadas maneiras, pode se tornar ainda mais perigosa que a antiga ordem colonial. Basicamente no campo econômico, em que as corporações são selvagens na busca de lucros e de expansão. Embora elas se beneficiem, os pobres do mundo tornam-se cada vez mais pobres e desamparados.

Deste modo, no novo contexto, a missão deve utilizar diferentes métodos para proclamar e testemunhar o Cristo, mas também precisa adotar uma postura profética contra os abusos e o sofrimento que o processo de globalização desencadeia. A missão não pode escapar deste contexto; deve desenvolver e manter, porém, uma consciência crítica a seu respeito. Uma era missionária antiga está terminando, mas a missão de Deus continua com o nascimento de algo novo – e excitante.

De “Lazos – Laços”, março-junho de 2001

A oração do missionário

por Luciano Manicardi, monge

oração do missionário é, sempre e em todo lugar, a oração da Igreja, estruturada ao redor da Eucaristia – oração das orações – e da liturgia cotidiana das Horas. A oração litúrgica inspira e alimenta sua oração pessoal. Porém, na vida do missionário há alguns elementos que caracterizam sua oração e que colocam, sob uma luz mais clara, aspectos da própria oração cristã.

Estraneidade

O missionário se encontra em situação de estrangeiro, de diferente. O país, a língua, a cultura, a religião das pessoas, no meio das quais ele vive, não são as suas. O ambiente de precariedade no qual se encontra o missionário, com certa freqüência, é uma situação que naturalmente favorece a oração. De resto, a condição de ser estrangeiro, de ser diferente, acompanha, muitas vezes, o sentimento de ser minoria, portanto, a experiência íntima da fraqueza, da irrelevância, da pobreza, às vezes também da opressão e da marginalização.

Mas o missionário não pode deixar de ler e assumir, na sua oração, sua situação de sentir-se estrangeiro, sobretudo em comparação à missão de Cristo. O quarto evangelho apresenta Cristo como estrangeiro, de maneira que sua estraneidade torna-se categoria de revelação para os homens aos quais é enviado. Cristo revela o rosto de Deus, fazendo-se estrangeiro e apresentando-se como tal: sua própria missão o situa nesta condição. Se o estrangeiro é alguém que chega de “outro” país, o Cristo, no evangelho de João, é aquele que seus interlocutores não sabem “de onde” vem (Jo 9,29): ele, de fato, vem “de Deus” (16,30).

A estraneidade de Jesus não é definida com base em parâmetros étnicos e lingüísticos, e sim teológicos. O salto a ser feito para conhecer a Jesus e, através dele, conhecer o Pai, é o salto da fé. A estraneidade de Jesus é eloqüente e reveladora, porque ele habita no Pai e o Pai nele, de maneira que aquilo que o Filho faz é a obra do Pai (5,19), e as palavras que o Filho pronuncia são as palavras do Pai (3,34). Este esvaziamento de si mesmo, em favor do Pai, torna sacramental o relacionamento do Filho com o Pai (“Quem me viu, viu o Pai”: 14,9) e se torna também o fundamento sólido da comunhão do missionário com Cristo.

É este “nada de próprio”, compartilhado com o Mestre, que constitui a base da fecundidade da missão. E é no segredo da oração que o missionário entra neste “nada de próprio”, que o guarda como riqueza inestimável a uni-lo a Cristo e que o orienta para obter o Espírito, a se enraizar na terra boa da Palavra de Deus, através do trabalho cotidiano da escuta da Escritura.

A escuta é o movimento fundamental da oração cristã, que torna o missionário apto a também escutar os homens, aos quais acolhe e testemunha o evangelho: uma escuta que se inicia através do estudo de seus idiomas e que continua como escuta de suas culturas e de suas expressões religiosas, das modalidades peculiares – com as quais moldaram sua humanidade – além dos problemas e dramas históricos e cotidianos por eles vividos.

Portador do Espírito

Eu creio que a finalidade essencial da oração, isto é, o recebimento do Espírito Santo (cf Lucas 11,13), que faz do orante (do missionário) um “portador do Espírito”, encontra uma colocação significativa dentro da missão ad gentes, que pode ser concebida como epiclese (invocação do Espírito Santo). Ao serviço da “corrida” da Palavra de Deus até os extremos confins da terra, mas, sobretudo, até o fim dos tempos, a missão é a invocação do Espírito de Deus sobre a história humana e sobre todos os povos.

É o eco, o reflexo, a obediência e o testemunho do anseio do Pai, que quer “que todos os homens sejam salvos” (1Tm 2,3). Não é só invocação, mas também discernimento da presença do Espírito, já difuso entre os povos, e testemunho da ação de Deus entre as nações. O envio do Filho pelo Pai perpetua-se com a vinda do Espírito, que orienta toda a história ao Reino eterno, e suscita a santidade como sinal escatológico.

A dimensão escatológica da oração cristã e da Eucaristia encontra a sua representação viva na missão, que é a invocação:

“Venha o teu Reino!”, personalizada em vidas de homens e de mulheres a se fazerem servos da Palavra e do Espírito. Na oração, o não-ainda da evangelização, que o missionário constata em seu ministério, não se torna motivo de queixa ou anseio de “operar” conversões, mas de abertura orante à vinda do Reino, espaço do encontro com o “outro”, apelo a si próprio a discernir o que não é redimido nele. Na oração, o missionário espera, paciente, os tempos de Deus e dos outros, na memória libertadora de que o sujeito da missão é o próprio Cristo. E torna serena a sua entrega a Deus, Pai de todos, e único sujeito da salvação, Senhor do mundo e da história.

Na história e no mundo

A diversidade e a alteridade com que o missionário se defronta todo dia, conferem densidade particular à dimensão universal de sua oração. Compreende-se o caráter dialógico da oração bíblica no contexto da aliança, jamais como um relacionamento exclusivo “eu-tu” (Israel-Deus), mas em uma relação constituída também pelo terceiro, isto é, com a criação ou com povos pagãos. A oração, como resposta do homem à iniciativa soberana de Deus, acontece na história e no mundo; nela não é só o homem que ora mas, com ele, está também todo o mundo, que é objeto da cura e da solicitude paterna de Deus.

A oração cristã acontece em Cristo, que selou com seu sangue a nova aliança, tornando-se, ele mesmo, casa de oração para todos os povos (Mc 11,17). Cada Eucaristia, cume e fonte de toda a vida e oração cristã, é memória das palavras com as quais o Cristo iluminou o gesto da sua doação total: “Este é o sangue da aliança, derramado pelas multidões (isto é, por todos), em remissão dos pecados” (Mt 26,28). E a comunidade eucarística é aquela, na qual não há mais nem judeu nem grego, mas todos são um em Cristo Jesus (Cf Gal 3,28).

A oração, pela qual o fiel se abre à ação do Espírito, que o leva a se afastar do egocentrismo, em favor do eu de Cristo (“Já não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim” – Gal 2,20), remodela a humanidade do missionário à imagem da humanidade de Jesus e o leva àquele olhar de compaixão para com os “outros”, olhar que nasce da consideração da comum humanidade que carregamos, olhar que acolhe cada homem, que proclama a comum fraternidade entre os homens, filhos do único Pai.

Intercessão

O missionário, como qualquer um que desenvolva um ministério pastoral na Igreja, exerce seu serviço em primeiro lugar, com a intercessão. Não simplesmente com a ação, com a generosidade, mas também levando a Deus, pela oração, as pessoas a ele confiadas. Escapar da intercessão significa, de fato, reduzir horizontalmente a missão. É óbvio que a intercessão, um ativo interpor-se entre Deus e as necessidades e sofrimentos humanos, não é fugir do compromisso e da responsabilidade para com os irmãos, refugiando-se em um Deus que não se vê.

Não é lembrar a Deus, que já “sabe de que temos necessidade” (Mt 6,32), as necessidades dos homens, mas é, ao contrário, o ato com o qual nós mesmos fazemos memória dos outros diante de Deus e os recebemos de volta, iluminados pela luz da vontade divina. Pela intercessão, nós purificamos o olhar sobre os outros e aceitamos vê-los à luz do evangelho. Assim, a intercessão é ocasião de conversão para quem ora.

A intercessão não é o espaço para delegar a Deus aquilo que não se quer, mas é a ocasião do aprofundamento, do afinamento, ou melhor, da evangelização do próprio compromisso e da própria responsabilidade para com os outros. É o espaço no qual construímos, ou, pelo menos procuramos construir, a unidade entre empenho cotidiano, compromisso histórico, ação pela justiça e pela paz, obra de caridade, compromisso ativo de fé. Portanto, é o espaço da unificação entre vida e fé, entre ação e oração.

O Crucificado

O Crucificado é também quem converte nossas imagens de Deus e contesta nossas projeções, que fazem de Cristo o vazio receptáculo dos nossos projetos. A imagem do Deus revelado plenamente pelo homem Jesus, pendurado na cruz, contesta nossas imagens do divino, encobertas de sagrado, potência, triunfo, vitória. Em suma, critica nossa tendência a reduzir Cristo a um ídolo, esvaziando o escândalo, o paradoxo da cruz, que é o paradoxo de um salvador reduzido à impotência, um Messias condenado à morte por Deus.

O oração é o cotidiano caminho de purificação e conversão das imagens de Deus a partir do escândalo do Crucificado, que leva o missionário a integrar, na sua existência, também a impotência, a amargura, a dor, o sofrimento, o fracasso, colhendo-os como “fraqueza em Cristo” (2Cor 13,4); que o levam a reviver a experiência de Paulo.

O apóstolo, ao perceber que sua oração insistente para ser libertado do espinho na carne não foi ouvida, sabe dar o nome de cruz a tudo isso e percebe, pela fé, que a fraqueza do enviado é ocasião de manifestação da força do Senhor (2Cor 12,1-10). E, na sua oração, sente – como dirigida a ele – a palavra do Senhor, que lhe diz: “Basta-te a minha graça, pois é na fraqueza que a força manifesta todo o seu poder”.

Nenhum medo do diálogo

por Thomas Michel, sj

ergunto-me: os encontros com os fiéis e praticantes muçulmanos enriqueceram minha fé? A resposta é decididamente afirmativa. Deus usou estes encontros para me tornar um cristão melhor? De novo a resposta é afirmativa. Eles foram uma grande graça. Esta convicção me dá esperança porque, se Deus trabalhou de maneira tão forte na minha vida, nos encontros com os muçulmanos, posso – com confiança – pensar que o mesmo Espírito divino tenha trabalhado entre os irmãos muçulmanos nos seus encontros comigo.

Várias vezes, muçulmanos me confiaram quanto tem sido significativo para eles o convívio com um cristão convicto. Eles permaneceram muçulmanos, eu permaneço cristão, mas nenhum de nós permanece o mesmo. Os benefícios do diálogo, como partilha de vida, não se limitam a um enriquecimento mútuo, mas ajudam a superar preconceitos, caricaturas e estereótipos, transmitidos de geração em geração e reforçados pela mídia. Pelo diálogo, torna-se também claro o quanto são mais próximos os fiéis de todas as crenças, do que os que promovem uma doutrina de mercado competitivo, consumista, materialista.

Há quem tenha medo do diálogo, como se admitisse a falta de algo à fé cristã. Falando aos muçulmanos, em Bruxelas, o Papa exortava “todos os fiéis cristãos e muçulmanos a se conhecerem melhor, a se engajarem no diálogo para encontrar estilos de vida pacíficos e se enriquecerem reciprocamente”. E insistia: “Esta mútua emulação pode trazer grande benefício a toda a sociedade, especialmente aos que mais precisam de justiça, consolação e esperança; numa palavra, de razões para viver”. Nada disso supõe perder a confiança na beleza e na verdade de nossa fé.

Visite as outras páginas

[P.I.M.E.] [MUNDO e MISSÃO] [MISSÃO JOVEM] [P.I.M.E. - Missio] [Noticias] [Seminários] [Animação] [Biblioteca] [Links]

Voltar