Revista "MUNDO e MISSÃO"

Ecologia


Edison Barbieri

- Site para as outras fotos: Pirapora pede Socorro

A grande sede

or este motivo, o editor de meio ambiente do jornal inglês The Independent deu início a uma série de artigos, colocando a água como próximo motivo de conflito entre as nações. “As sociedades industrializadas do Oeste ainda não perceberam que o recurso da água encontra-se cada vez mais escasso para a maioria das populações pelo mundo.

Cerca de 1,197 bilhão de pessoas não tem acesso à água limpa, e isso tende a piorar”, diz. A maioria das pessoas, quando pensa em água, visualiza o globo terrestre composto de 2/3 de água. Mas a maioria não sabe que apenas 2,5% do precioso líquido não contém sal e que, desse total irrisório, 2/3 encontram-se nas geleiras e glaciais. A água disponível nos lagos, rios, aqüíferos e a que resulta de chuvas, sofre uma pressão cada vez maior, tanto pelo consumo (dos homens, animais e do solo, através da irrigação), quanto pela poluição, que a torna cada vez mais escassa.

Nos próximos anos, a crise mundial da água alcançará proporções catastróficas sem precedentes. O sinal de alerta vem do Relatório Mundial sobre o Desenvolvimento dos Recursos Hídricos, divulgado pela ONU, durante o 3o Fórum Mundial da Água, realizado entre 16 e 23 de março de 2003, em Kyoto, Japão.

Previsões preocupantes


Tailândia

O documento destaca que os recursos hídricos diminuirão continuamente, devido ao crescimento populacional, à sua contaminação e às mudanças climáticas. O planeta é recoberto pelas águas salgadas dos mares e oceanos, impróprias ao consumo. Não por acaso, a Organização das Nações Unidas para a Ciência e a Cultura (Unesco) e o Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais da Organização das Nações Unidas haviam decretado 2003 como o Ano Internacional da Água Doce.

“Nenhuma região do mundo poderá evitar as repercussões dessa crise que atinge todos os aspectos da vida, desde a saúde das crianças até a capacidade das nações de alimentar seus cidadãos”, ressaltou na época o diretor-geral da Unesco, Koichiro Matsuura. “Os abastecimentos de água diminuem, enquanto a demanda cresce em um ritmo espantoso e insustentável. A previsão é de que, nos próximos 20 anos, a média mundial de abastecimento de água por habitante diminuirá em um terço”, explicou Matsuura.

“Os mais atingidos continuam sendo os pobres, uma vez que 50% da população dos países em desenvolvimento está exposta ao perigo que as fontes de água contaminada representam”. As crianças nascidas em países desenvolvidos consomem entre 30 e 50 vezes mais água do que as dos países pobres. No Brasil, mais de 45 milhões de brasileiros não têm acesso à água potável e mais de 90 milhões são carentes de rede de esgoto (IBGE em 2004).


Manifestação popular em São Paulo

No mundo, há 2,742 bilhões de pessoas desprovidas de saneamento básico (Relatório de Desenvolvimento Humano de 2004). Isso significa que aproximadamente duas pessoas, de cada grupo de dez, não têm nenhuma fonte de água segura.

Conseqüentemente, 3.900 crianças morrem diariamente em razão desta crise humanitária silenciosa, totalmente evitável. De acordo com dados da ONU, 41% de todo o solo do planeta é formado por áreas secas, onde sobrevivem 2 bilhões de pessoas, como o semi-árido brasileiro.

O Relatório-2003 da ONU previu, na pior das hipóteses, que no meio deste século, 7 bilhões de pessoas, em 60 países, enfrentarão escassez de água. Se todas as medidas políticas forem cumpridas, esse número cairá para 2 bilhões, em 48 países.

Mas é preciso lembrar que, quando o relatório foi lançado (2003), o maior agente do fenômeno da desertificação não havia sido devidamente reconhecido:

- as mudanças climáticas provocadas pela ação de gases do efeito estufa, emitidos pelas atividades humanas no planeta.

Para muitos pesquisadores, é provável que as mudanças climáticas aumentem em 50% as condições para escassez de água. Apesar de muito rica em água, a América do Sul também encontrará graves dificuldades, pois os países andinos, como Bolívia e Peru, enfrentarão o problema do derretimento dos glaciários, que alimentam seus rios e sofrerão o efeito do aquecimento global.

O crescimento desmesurado de cidades como São Paulo, Cidade do México ou Rio de Janeiro também deverá superar a capacidade de abastecimento de que cada uma delas dispõe, obrigando-as a um rodízio permanente, ou à busca de água cada vez mais longe, com projetos econômicos cada vez mais caros.

Um trunfo do Brasil (e de alguns países sul-americanos), nesse caso, são suas imensas reservas subterrâneas, como o aqüífero Guarani, o maior do mundo, que se estende no subsolo de vários Estados das regiões Sul e Sudeste, incluindo São Paulo. O grande problema será evitar que essa imensa reserva de água doce venha a ser poluída por agrotóxico ou pelo esgoto a céu aberto nas cidades e vilas.

Fonte de conflitos

Documento preparado pelo Conselho Nacional de Inteligência (NIC, em inglês), baseado na CIA, trabalhou, durante meses, com professores e especialistas para construir uma radiografia da situação mundial. Ele prevê um futuro sombrio, de que a violência e conflitos políticos se tornarão mais prováveis nos próximos 20 ou 30 anos, à medida em que aumentar a desertificação, o derretimento das calotas polares e o envenenamento de fontes de água potável.

Os mesmos estrategistas apontam as mudanças climáticas como motivo de conflitos violentos, causados pelo crescente aumento da população e a conseqüente diminuição das reservas de água. Tais previsões induziram ambientalistas e especialistas do clima a aumentar a pressão sobre as indústrias emissoras de gases que causam o efeito estufa. Os ativistas propõem campanhas para forçar ações que demonstrem mudanças climáticas.

Seu modelo é a campanha ‘Make Poverty History’, que exerceu imensa pressão popular no ano passado. Vários especialistas em clima estão declarando que “o aquecimento global é a maior ameaça a longo prazo enfrentada pelo planeta”. As mudanças climáticas podem ser consideradas tanto ameaçadoras para os próximos 20 e 30 anos quanto o terrorismo internacional, as mudanças demográficas e a demanda energética.

As Forças Armadas deverão estar preparadas para enfrentar conflitos causados pela escassez de recursos, dar alento humanitário em situação de desastres, criar medidas de segurança e pacificação em locais abalados política e socialmente, em conseqüência de desastres das mudanças climáticas. Por sua vez, Charlie Kornick, coordenador da campanha da organização ambientalista Greenpeace sobre o clima, diz que “bilhões de pessoas já enfrentam a pressão da escassez de água devido às mudanças climáticas na África, Ásia e América do Sul”.

E pergunta:

- “Se os políticos perceberam que o problema pode se tornar mais grave, por que as emissões de gases CO2 continuam aumentando em todo o planeta?”.

Os conflitos pela água fluvial


O desequilíbrio ambiental é um dos fatores que põem em risco a vida no planeta

• Israel, Jordânia e Palestina:

- 5% da população local sobrevive com 1% da água disponível no Oriente Médio.

Nesse contexto, há ainda a guerra entre árabes e israelenses. A situação hídrica poderá agravar mais ainda os conflitos; nesse ínterim, o aquecimento global continua. Israel, os territórios palestinos e a Jordânia necessitam do rio Jordão, mas o governo israelense o controla e corta suas fontes durante as épocas de escassez. Conseqüentemente, o consumo palestino de água fica severamente restringido.

• Turquia e Síria:

- Os projetos da Turquia para construir represas no rio Eufrates levaram o país à beira de um conflito com a Síria, em 1998.

Damasco acusa Ancara de usar deliberadamente sua fonte de água enquanto o rio desce pelo país. Este, por sua vez, acusa a Síria de proteger líderes separatistas curdos. A falta de água, ocasionada pelo aquecimento global, aumentará a pressão nesta já conflituosa região.

• China e Índia:

- O rio Brahmaputra já causou tensão entre Índia e China e pode se tornar uma faísca para incendiar os dois maiores exércitos do mundo. Em 2000, a Índia acusou a China de não compartilhar informações sobre o regime do rio desde o Tibet. O descaso provocou inundações no nordeste da Índia e em Bangladesh. As propostas chinesas para desviar o rio também interessam ao governo indiano, que deve ser ouvido a esse respeito.

• Angola e Namíbia:

- As tensões entre Botsuana, Namíbia e Angola aumentaram em torno da vasta bacia de Okavango. As secas fizeram a Namíbia reativar projetos para canalizar 400 quilômetros de água para o fornecimento à capital. Drenar o delta do rio seria letal às comunidades locais e ao turismo, pois sem a inundação anual do rio, os brejos do norte encolherão e a água não chegará ao deserto de Kalahari.


As palafitas construídas nas margens dos rios contribuem para piorar a
qualidade das águas

• Etiópia e Egito:

- O crescimento populacional no Egito, Sudão e Etiópia está ameaçando transformar-se em conflito ao longo do Nilo. A Etiópia quer mais água deste rio, o que prejudicaria o Egito. E ele, por sua vez, preocupa-se com as águas que descem de Uganda e do Sudão, e que poderiam esgotar-se antes de chegar ao seu delta.

• Bangladesh e Índia:

- As inundações no Ganges, causadas pelo derretimento das geleiras do Himalaia, chegam a Bangladesh, o que eleva a migração ilegal à Índia. Isto fez com que esse país construísse uma imensa cerca na beira do rio para obstruir a chegada dos imigrantes. Assim mesmo, cerca de 6.000 pessoas cruzam ilegalmente o rio, todos os dias, em direção à Índia.

• Argentina e Uruguai:

- Travaram há pouco uma batalha diplomática por causa da instalação de duas fábricas de celulose no rio Uruguai. Os argentinos alegaram que tal atividade iria poluir o rio. E eles iriam arcar com o ônus da poluição fluvial.

Amarga colheita

Pedro Miskalo


Poluição do Rio Tietê, na cidade de Pirapora do Bom Jesus - SP

“Existe uma interdependência entre homem e natureza, e o ser humano não é plenamente realizado enquanto não se torna a recapitulação da natureza” ( I. Zizioulas, A Criação como Eucaristia, Mundo e Missão, 2001, pág. 18). Entretanto, por não viver em harmonia com a natureza, o homem se volta contra ela. De tanto ser agredida, ela se (re)volta contra seu agressor.

Países ricos “capitalizam os lucros e socializam os prejuízos”; ou seja:

- exaurem a natureza (geralmente a dos países pobres) de todos os seus recursos, em proveito próprio, e despejam na atmosfera, nos rios, lagos, mares e no solo desses mesmos países todo tipo de dejetos. Bophal, na Índia; Chernobyl, na Ucrânia... tragédias não faltam. Óxidos, monóxidos e dióxidos, chumbo e mercúrio, petróleo e gases, enfim, incontáveis imundícies necrosam os pulmões da natureza e da humanidade.

O planeta diz: - “Cuidado! Eu tenho limites!”.

Vamos relembrar alguns fenômenos que põem em risco a vida neste planeta:

Efeito Estufa:

É um fenômeno natural e importante para a vida, porque garante a manutenção do equilíbrio térmico do planeta. Graças à retenção do calor irradiado pela superfície terrestre, pelas partículas de gases e de água, as espécies vegetais e animais sobrevivem.

Entretanto, o desequilíbrio na emissão de gases, na crescente queima de combustíveis fósseis e das florestas, elevam as médias térmicas no planeta. O aquecimento global compromete o gelo dos pólos e das geleiras. A elevação do nível dos mares vai ocasionar a inundação de centenas de cidades litorâneas.

Destruição da camada de ozônio:

- O ozônio (encontrado entre 10 e 70 quilômetros de altitude) filtra a maior parte dos raios ultravioletas emitidos pelo Sol.

Tais raios podem causar câncer de pele e perturbação na visão. Diminuem a velocidade da fotossíntese dos vegetais, são perigosos aos animais e ao plâncton marinho, pois interferem em sua reprodução. O CFC (clorofluorocarboneto) é seu maior vilão, mas gases de extintores e de solventes e clorofórmio de metila também provocam a diminuição do ozônio na atmosfera.

Chuva ácida: - Todas as chuvas são ácidas.

Entretanto, a elevação exagerada dos níveis de acidez da atmosfera (emissão de poluentes das indústrias, do transporte e de outros combustíveis) torna a chuva mais ácida ainda, corroendo metais, pinturas, monumentos. A acidificação das águas também mata todas as formas de vida presentes nos lagos e destrói florestas. No Brasil, emblemático foi o caso de Cubatão-SP, onde a vegetação de pequeno porte desapareceu.

Ilhas de calor: - É um fenômeno típico das grandes metrópoles.

Resulta da elevação das temperaturas médias nos centros das cidades, em comparação com as periferias ou com as zonas rurais. As diferenças podem superar 7.° C e acontecem basicamente devido às diferenças de irradiação de calor entre os prédios, à concentração de poluição, ao asfalto... Os prédios espelhados são uma aberração, em termos ecológicos.

Inversão térmica:

- É um fenômeno atmosférico natural que costuma acontecer no início da madrugada em qualquer parte do mundo.

Nas grandes cidades, a concentração do ar frio nas camadas mais baixas da atmosfera impede a dispersão de poluentes. Esse mesmo problema ocorre nas cidades cercadas por morros (“efeito tampão”) e quando os índices pluviométricos são baixos. Doenças respiratórias acabam prejudicando principalmente crianças e idosos.

E mais problemas ambientais

Além dos fenômenos atmosféricos já citados, convém lembrar dos problemas causados pelo acúmulo de lixo sólido na natureza, um criadouro natural de insetos e ratos, capazes de produzir doenças, como a peste bubônica, a dengue, etc... Além disso, a decomposição bacteriana de matéria orgânica produz um caldo escuro, ácido e mal-cheiroso, chamado chorume, que se infiltra no solo, contaminando o lençol freático. Detritos despejados, propositadamente ou por acidente, nas águas de lagos e rios matam seus habitantes e as tornam nocivas à ingestão pelos animais e seres humanos.

Nos campos, o assoreamento do solo, provocado pelas chuvas, despeja nos rios e lagos agrotóxicos (herbicidas, inseticidas e pesticidas) e fertilizantes químicos, amplamente utilizados em grandes propriedades rurais. A solução ao problema passa pela conscientização dos agricultores e pela formulação de produtos que não poluam os solos e nem o lençol freático. Indústrias despejam nos rios óleo, querosene e outros ácidos, utilizados na limpeza de equipamentos e máquinas. O garimpo utiliza o mercúrio para separar minerais. Evidentemente, o produto acaba matando os rios.

Nos mares, os constantes acidentes com petroleiros deixam sua triste marca nos litorais, em aves aquáticas, nos peixes e crustáceos. Quando, por exemplo, o navio Exxon Valdez lançou toneladas de petróleo nas costas do Alasca, em 1989, poluiu mais de 1.100 quilômetros do litoral e deixou um rastro de mortes em inúmeras espécies de peixes e de aves; 3.500 lontras-do-mar e 200 focas também pereceram. A poluição das águas em sistemas urbanos assume proporções catastróficas nos países pobres.


Poluição do Rio Tietê, na cidade de Pirapora do Bom Jesus - SP

O elevado consumo urbano de água ocasiona os chamados esgotos domésticos e os efluentes industriais, cuja solução gira em torno de uma idéia:

- tratamento.

É preciso implantar sistemas de coleta e tratamento dos esgotos domiciliares e industriais para que, após sua utilização, a água possa retornar límpida à natureza. E o que falar da ocupação predatória do homem em mananciais e em áreas de proteção ambiental? Esse é um problema de difícil solução. Não bastam investimentos econômicos e de infra-estrutura urbana; é necessário criar a consciência de que a natureza é aliada do homem e não sua inimiga.

De tal consciência carecem todos: - homens e mulheres, ricos e excluídos, governantes e governados.

Somente assim nossa “casa” pode se tornar novamente um lugar de comunhão.

Dados

Edison Barbieri

omo vimos, 97,5% da água do planeta é salobra, inadequada para o uso humano. E a maioria da água doce está nas geleiras e glaciais. A necessidade básica recomendada de água por pessoa, num dia, é 50 litros.

Mas as pessoas podem utilizar algo perto de aproximadamente 30 litros:

- 5 litros para alimento e consumo e uns outros 25 para a higiene.

Alguns países utilizam menos de 10 litros de água per capita ao dia: Gambia utiliza 4,5; Mali, 8; Somália, 8,9; Moçambique, 9,3. No outro extremo está o cidadão médio dos EUA. Ele consome 500 litros de água por dia. Enquanto isso, a média de consumo dos ingleses é de 200 litros diários.


Costa do Marfim

Recomendações

As recomendações do relatório:

- Saúde, Dignidade e Desenvolvimento, da ONU, para amenizar a crise global de água e saneamento incluem os seguintes pontos para Governos e outros envolvidos nessa questão:

• Assumir o compromisso de definir a crise do saneamento como prioridade máxima em suas agendas.
• Ampliar os investimentos, principalmente no saneamento.
É preciso aumentar substancialmente a assistência ao desenvolvimento dos países mais pobres.
• Focalizar a provisão sustentável de serviços, ao investir em água e saneamento.
• Delegar autoridade, recursos e capacidade profissional aos líderes locais e comunidades.
Tais direitos são necessários para a gestão do fornecimento de água e a provisão de serviços de saneamento.
• Construir um sistema para arrecadar receitas. Usuários que têm recursos devem ser cobrados pelo uso da água e dos serviços de saneamento, mas o ônus não deve recair sobre os mais carentes.
• Elaborar planos coerentes de desenvolvimento e gestão dos recursos hídricos em conformidade com os

Objetivos de Desenvolvimento do Milênio.

• Inovar para acelerar o progresso e alcançar diversos objetivos de desenvolvimento simultaneamente.

Ex.: - o desenvolvimento de novas formas de reutilização da água recuperada na agricultura poderia aumentar o rendimento das colheitas e reduzir a fome, melhorando também o saneamento.

• Implementar mecanismos de coordenação, para melhorar e avaliar o impacto das atividades financiadas por agências internacionais no âmbito nacional.

Cúpula do Milênio

A meta, correspondente ao 7.º Objetivo de Desenvolvimento do Milênio, de se reduzir pela metade o número de pessoas que não têm acesso à água e ao saneamento não será alcançada, a menos que países ricos forneçam ajuda suficiente aos países mais pobres, e que estes realoquem recursos para suas comunidades mais carentes.

O relatório chama a atenção para a importância crítica do acesso à água e ao saneamento para atingir os compromissos estabelecidos na Cúpula do Milênio (2000), na qual líderes mundiais concordaram em tornar a luta contra a pobreza – e todas suas facetas – sua prioridade em países pobres. A cúpula inspirou os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, os quais foram construídos a partir do reconhecimento de que, da saúde ao meio ambiente, da educação à igualdade entre sexos, uma lista cada vez maior de questões de desenvolvimento não pode mais ser administrada exclusivamente dentro das fronteiras de uma única nação.

O esforço para criar uma maior consciência sobre o papel da ciência e tecnologia para o desenvolvimento é parte do Projeto do Milênio das Nações Unidas, comissionado pelo Secretário-Geral da ONU, em 2002, para desenvolver um plano de ação prático que habilite os países pobres a alcançarem os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio e a reverter o massacre da pobreza, da fome e das doenças, que atinge bilhões de pessoas.

Sob a forma de um órgão consultivo independente, o Projeto Milênio das Nações Unidas encaminhou suas recomendações finais em janeiro de 2005. A Força-tarefa sobre Água e Saneamento é uma das 10 Forças-tarefa do Projeto Milênio das Nações Unidas, que, juntas, congregam 265 especialistas de todo o mundo, incluindo parlamentares, pesquisadores e cientistas, formuladores de políticas públicas, representantes da sociedade civil, agências da ONU, o Banco Mundial, o Fundo Monetário Internacional e o setor privado. As equipes das suas Forças-tarefa foram desafiadas a diagnosticar os principais impedimentos ao alcance dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio e a apresentar recomendações de como superar obstáculos, colocando as nações no caminho certo para atingir as metas até 2015.

Visite as outras páginas

[P.I.M.E.] [MUNDO e MISSÃO] [MISSÃO JOVEM] [P.I.M.E. - Missio] [Noticias] [Seminários] [Animação] [Biblioteca] [Links]

Voltar