Revista "MUNDO e MISSÃO"
Direitos Humanos
Liberdade Mundo e Missão entrevistou dom José Mauro Pereira Bastos*, bispo de Guaxupé – MG e membro da Comissão que elaborou o documento a respeito da Evangelização da Juventude, tema central da 44a Assembléia Geral dos Bispos do Brasil (2006). Ernesto Arosio Violência, prisão, perseguição,
tortura e morte, são punições aplicadas por tribunais
legais pelo simples fato de se professar uma religião diferente
daquela que o regime político do país impõe. Na
Arábia Saudita, o fato de possuir uma Bíblia é
suficiente para mandar alguém para a prisão. Nas Maldivas,
as pessoas não são consideradas cidadãs, com pleno
direito, se não praticarem o islamismo. No Sudão, quem
trocar o islã por outra religião, é excluído
da família. Em países como a Nigéria, o Afeganistão,
(ver Mundo e Missão, agosto, pág. 52-53), a Indonésia,
os islamitas convertidos a outra fé, podem ser condenados à
morte por tribunais e executados como criminosos comuns. Liberdade religiosa Por liberdade religiosa entende-se a liberdade de
aderir ou não a uma religião, de participar de comunidades
de fé e de culto e, eventualmente, de trocar a religião
professada por outra, sem nenhuma constrição legal, desde
que não ofenda as normas civis da localidade onde se mora. Liberdade
religiosa é poder freqüentar lugares de culto; praticar
atos religiosos diferentes dos cultos locais, desde que não ofendam
a moral e a fé dos demais; não ser discriminado enquanto
praticar a própria fé; beneficiar-se da assistência
religiosa em prisões, campos de refugiados, escolas, etc. Além
disso, liberdade religiosa é ainda a liberdade dos pais para
educar seus filhos, levando-os a freqüentar o ensino religioso,
conforme as próprias convicções de fé; construir
edifícios para culto, como igrejas e escolas confessionais. A realidade atual O que acontece, porém, é que certos
fundamentalismos religiosos, especialmente islamitas, promovem, nos
países em que vivem ou para onde migram, uma conduta conforme
os preceitos mais radicais e em desacordo com usos e costumes, às
vezes milenares, dos países que os acolhem. Tais fenômenos,
que acabam desembocando em fanatismo, provocam contínua tensão
nas regiões onde os radicais se instalam e uma rejeição
social e institucional a eles próprios, o que dificulta a convivência
pacífica entre todos. Ainda mais quando não existe respeito
e tolerância nos países de origem de tais migrantes, clima
que eles pretendem disseminar em países de outras culturas e
religiões. Os cristãos nos países de maioria muçulmana Um problema muito delicado para o cristianismo hodierno
é a proteção aos cristãos em países
de maioria islâmica, que os induzem, através de ameaças
e perseguições, a deixar o país, porque não
mais encontram condições de praticar seus direitos fundamentais
de liberdade, segurança, trabalho e, muito menos, de manifestar
sua religiosidade. Islamitas na Europa Central e Ocidental Migrantes muçulmanos da África e da
Ásia sonham insistentemente com a Europa. Calcula-se que 7,4
milhões de muçulmanos estejam atualmente na Europa, segundo
o Dossiê Estatístico Imigração da Caritas-2005. AsiaNews |
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