Revista "MUNDO e MISSÃO"

Cultura - Culturas

Mistério e a Arte, ao longo dos séculos, são irmãs e a Arte ora é expressão do Divino no humano (como a arte é entendida entre os povos primitivos, por exemplo) e ora é expressão da luta do humano com o Divino. Ambas retratam a posição do homem religioso e sua concepção de Deus e do mundo, numa determinada época.

No primeiro caso, a arte é objetiva. Vem de Deus, o homem cala e escuta como é a arte dos índios, das tribos africanas

e aborígenes, como é o ícone da Igreja oriental, como é o canto gregoriano.

No segundo caso, a arte é subjetiva, individualista, de certos artistas, de um grupo elitizado de pessoas, de uma moda, de uma época. Por exemplo, a arte acadêmica, de salão, para apreciadores do belo do corpo, da natureza, como o renascimento e o barroco na Europa, a música polifônica cheia de vozes e gritos para nos dar “a emoção” de estar no nirvana, no céu.



diferença das figuras de Cristo, que evolui com o passar dos séculos, não é porque os artistas aprimoram a técnica, mas porque o enfoque é dado na obra de arte, de acordo com a espiritualidade de seu tempo.

Por exemplo, no primeiro milênio, os cristãos desejam revelar Jesus de Nazaré como sendo o próprio Senhor da história e isso se revela nas poucas cores em seu caráter hierático. A beleza reflete a verdade do mistério. É a palavra, a sabedoria, com sua força em formas e cores. É a essência da Igreja, povo de Deus, diante da grandeza e majestade do seu Senhor. Deus fala e o homem escuta.

A partir da arte gótica, mas mais precisamente da arte renascentista, é o sentimento do homem de seu tempo, da emoção do artista, que se impõe. Aqui é o homem que fala

o que sente, como sente e coloca sua emoção para fora. Jesus não é tanto o Senhor, mas reflete, como num espelho, o sofrimento humano, como podemos notar na arte barroca.

É Jesus adocicado, romântico, que bate à porta ou são as imagens de “santinhos” como Santo Antônio, São João da Cruz, N. Sra. do Carmo, Coração de Jesus e outros que chegaram até nós, carregados mais de um piedosismo individualista, “da minha devoção” do que “eu como fazendo parte do povo de Deus”, do corpo místico.

O Cristo expressionista, da primeira parte do século 20, do autor mexicano Orozco, reflete a ideologia daquela época entre as duas grandes guerras. Assim, é mais um sentimento de um artista, de sua época, do que Cristo, o Messias do Ser da Igreja Cristã.

Reflete a vida apostólica, os santos padres
(grandes doutores) na formação doutrinal
da Igreja, grandes concílios, grandes dogmas contra as primeiras heresias, formação do Credo.

Formação do monaquismo cristão (Santo Antão, Santo Agostinho, São Bento).

Conversão dos bárbaros e unidade européia.

Música gregoriana.

Definição da Liturgia romana. (Rito Romano)

Reflete as primeiras cisões na Unidade da Igreja, a fragilidade humana, as cruzadas, o surgimento
das ordens mendicantes (São Bernardo, São Domingos, São Francisco), o exílio dos papas em Avinhão, as várias reformas protestantes, as conquistas e missões no Novo Mundo, as várias formas de devocionismo popular.
Música polifônica.
Monarquias absolutas e burguesias dentro
e fora da Igreja.
Democracias burguesas. Missões protestantes.
Proletariado industrial ateu.
O Estado liberal toma os bens da Igreja.
Missões católicas.
A “Morte de Deus”.

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