Revista "MUNDO e MISSÃO"
Atualidades no Brasil
Catequese, Caminho
para o Discipulado
O Ano Catequético que, desde o 2.º Domingo de Páscoa vivenciamos, tem o objetivo de dar novo impulso à catequese como serviço eclesial e como caminho para o discipulado. A catequese é um processo permanente de educação da fé. Portanto, o discipulado acontece no mundo e está aberto às necessidades e desafios da realidade. É o que você lerá a seguir, nas palavras de dom Orlando Brandes, arcebispo de Londrina-PR. Dom Orlando Brandes
1.º O Ano Catequético tem o objetivo de implantar a iniciação cristã como critério fundamental da catequese no Brasil. Iniciação cristã significa: - encantamento por Jesus Cristo e seu reino, conversão permanente, engajamento comunitário, discipulado com aprofundamento bíblico, vivência litúrgica, celebrativa, orante e grande ousadia missionária. 2.º O Ano Catequético quer ser uma avaliação e um lançamento do ministério catequético. Precisamos de uma catequese bíblica, que envolva a família, que leve a uma participação ativa e afetiva na comunidade e que colabore na transformação do mundo. Tudo começa a “partir de Cristo Jesus”. Quanto mais encantamento, maior engajamento. 3.º O Ano Catequético quer bater na porta do coração dos bispos e dos padres. Eles são a mola propulsora da catequese. Toda a comunidade catequiza com sua liturgia, seus cantos, suas pastorais, movimentos e forças de evangelização. Precisamos de mais homens e casais na catequese. Cada paróquia deve ter a organização paroquial da catequese. Não podemos continuar perdendo nossos catequizandos após a Primeira Eucaristia e a Crisma. 4.º O Ano Catequético espera que os Grupos de Refl exão e pequenas comunidades sejam prolongamento da catequese nas casas e famílias. As pequenas comunidades e Grupos, como também os grupos de adolescentes e jovens, são a continuidade da catequese. Todo catequista deve apoiar os Grupos, porque eles são centros de catequese semanal. 5.º O Ano Catequético pede que cada diocese, região pastoral, paróquia e comunidade realizem gestos bem concretos em prol do revigoramento catequético. Precisamos vencer alguns problemas como: - rotatividade, falta de formação, ausência dos padres, desconhecimento bíblico, desleixo da família e alienação da comunidade.
6.º O Ano Catequético não pode ficar na teoria, nos desejos e intenções. É preciso realização, opção, decisão e pé no chão. A catequese precisa articular-se com as pastorais e vice-versa. Precisamos melhorar a catequese com adultos, a catequese com pessoas especiais, a catequese urbana, a catequese familiar. Desafios são possibilidades de soluções. 7.º O Ano Catequético lembra, mais uma vez, que a infância, o namoro, o noivado, a gravidez são etapas preciosas para uma catequese desde a raiz, e não de verniz. Comecemos a catequese o quanto mais cedo possível. Antes da televisão, do vídeo game, da internet e do celular. É preciso chegar antes e chegar encantando, cativando, atraindo. Catequese deve começar aos seis anos, não é? Não esqueçamos que a TV é a primeira catequista de nossas crianças para torná-las consumistas. 8.º Catequese atraente, o quanto mais cedo possível, catequese para a vida e como um processo orgânico, duradouro, contínuo, eis que o Ano Catequético quer reafirmar.
Fonte: JC – Jornal da Comunidade, |
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