Jornal - "MISSÃO JOVEM"
Jovens
UM DIA NA ESCOLA...
Aproveitamos então a oportunidade para realizar um encontro também com essas mães, na espera de nos encontrarmos sucessivamente com seus filhos com deficiência. Aquelas mães nos deram uma lição de vida e de amor, nos relatando preconceitos, discriminação, inúmeros problemas de acessibilidade, remédios caros e expondo toda a dificuldade do dia-a-dia de conviver com uma pessoa com deficiência. Ao mesmo tempo, nos contaram as lutas pessoais para fazer com que seus filhos tivessem uma vida digna e feliz, como todas as pessoas humanas têm direito. Ao final do encontro, carregávamos conosco uma grande lição de vida: a igualdade deve ser para todos, inclusive para os que são rotulados de “diferentes”. UM ANO NA ESCOLA... Como professor, já tive alunos com deficiência e que ampliavam os desafios para a escola e professores, pois é necessário pensar na inclusão destes alunos no sistema escolar, com avaliação diferenciada, processos de aprendizagem, inserção, respeito etc. Havia uma menina com deficiência mental que estava aos meus cuidados e com a qual eu trabalhava Ensino Religioso. Certo dia a orientei a fazer um trabalho sobre pessoas com deficiência. Ela entrevistou professores de escolas especiais, visitou um campeonato esportivo de pessoas com deficiência, realizando um trabalho diferenciado. Este trabalho acabou lhe ajudando a
se assumir, a aceitar e reforçar a sua identidade, o seu jeito
de ser, a ser valorizada enquanto pessoa. Isso foi importante também
para os demais alunos, ajudando-os a conhecerem um pouco mais sobre uma
realidade que desconheciam, pois não se trata apenas de tolerar
(aceitar) o deficiente, mas de pensar como eles podem ter acesso aos direitos
que todos os cidadãos têm, e possam construir sua felicidade.Uma
vida na sociedade... Tudo isso começou a me fazer refletir sobre
como agir e quais as atitudes que devemos ter em relação
à deficiência. Ouvimos muitos discursos que, se colocados
na prática Ouvimos falar em inclusão dos deficientes, mas: • Até que ponto respeitamos as diferenças e necessidades das pessoas com deficiência para que possam ser incluídos na sociedade? • Até onde pensamos nos seus direitos de educação, trabalho, acessibilidade, saúde? • Como educamos nossos adolescentes para que incluam estas pessoas nos seus “grupos de iguais” e para que respeitem as diferenças? O que acontece é que se fala da deficiência de muito longe, de quem “olha” a pessoa com deficiência, não de quem “vive” a deficiência. SOMOS DIFERENTES
VAMOS REFLETIR
O que Jesus diria?
Quando encontrarem algum adolescente que vive numa cadeira de rodas, que não fala, que não tem um corpo igual ao da maioria dos seus amigos, que não enxerga..., não tenha pena dele, pois a grandeza dapessoa está no seu coração e não na sua aparência ou na capacidade de realizar coisas. Sei que vocês fazem amizade com aqueles com os quais têm mais afinidades, pois eu também fui adolescente. Mas não se esqueçam que um adolescente com deficiência pode ser tão interessante e amigo como qualquer outro. Pensem nisso. Quando eu disse “levanta-te e vem para o meio” para aquele homem de mão atrofiada, queria mostrar a todos que a acolhida e a valorização da pessoa é o caminho para sermos mais felizes. O que você diria sobre isso? |
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