Jornal - "MISSÃO JOVEM"
Jovens
REALIDADE A escola, por sua estrutura cheia de regras e normas, de obrigações e ordens, em geral, acaba causando certo afastamento da meninada. Com isto, muitos conflitos são gerados, muitas vezes dificultando o relacionamento entre educadores e alunos e o próprio processo de aprendizagem. Como educadores, precisamos estar atentos aos desejos e interesses dos adolescentes, trazendo-os presentes no cotidiano escolar para que se sintam parte dele. Gazear as aulas, sentar nas últimas cadeiras, escrever bilhetes apaixonados, planejar o fim de semana durante a aula etc., pode parecer o caos para nós educadores e, no entanto, normal para essa turma que anda a mil. Diante disso nos surge uma pergunta: Conhecemos realmente esta fase da vida? COMPREENDENDO Como sabemos, nesta idade, outras atividades se tornam mais interessantes e atraentes que o estudo. Além disso, a dimensão afetiva está “a flor da pele” e não pode ser esquecida pela escola. Sabemos que eles, muitas vezes, valorizam muito mais a escola como um espaço de convivência, onde diversos e diferentes grupos se encontram e se relacionam. Este interesse pode ser aproveitado pela escola, utilizando-o como pretexto para a construção de conhecimento. A aprendizagem (em casa e na escola) é transpassada pelas relações afetivas. Os grupos de interesse, as tribos e os agrupamentos são naturais e podem ser “aproveitados” pela escola. A partir desta afinidade podemse propor algumas atividades para auxiliar os jovens na sua organização. Ao invés de nos incomodarmos com eles, podemos nos aproximar para potencializá-los. ORGANIZANDO-SE Portanto, é fundamental um olhar mais atencioso para os adolescentes, para seu jeito de ser, de pensar e de se relacionar, para darmos passos em relação às mudanças necessárias no ambiente escolar. Sabemos que a mudança do ensino não depende apenas de uma atitude pessoal. Ela necessita de muito debate e organização de todos os setores envolvidos neste processo. Mas é possível começar a mudança no cotidiano da escola. E, ao contrário do que muitos pensam, a mudança não depende apenas dos jovens. Também é necessária (e urgente) a conscientização e a transformação dos educadores e dos pais, que fazem parte do processo educacional, seja em casa, seja na escola. Quanto aos adolescentes, precisamos demonstrar que estudar pode ser bom e que o esforço pode ser recompensado. Não apenas por uma “nota” conquistada, mas pelo saber construído, pela maior compreensão do mundo, pela convivência com os colegas, pela possibilidade de agir co-letivamente... Será que isto é possível? Estará distante da realidade? RECRIANDO Não estamos falando de uma tarefa fácil, mas de uma possibilidade de fazer da escola um espaço de vida, onde crianças, adolescentes, pais e professores se sintam companheiros de uma importante jornada. Para que isto se torne realidade, será preciso que cada um assuma com responsabilidadea tarefa que lhe cabe, buscando o envolvimento e o trabalho sintonizado da família, dos professores e dos estudantes.
Estudar é a possibilidade de se renovar, se permitir mudar de idéia e de ação, é descobrir, criar e recriar sem, necessariamente, fazer um exercício chato e cansativo. TRANSFORMANDO Partindo deste princípio, o trabalho de aula e de casa precisa proporcionar momentos de estudo, aproximando o conteúdo com a vida daqueles que estudam. Afinal, estudante não é aquele que apenas comparece ao ambiente escolar. Estudante é aquele que se dispõe a aprender, que se alegra em saber mais, que pensa sobre sua vida e sobre o mundo em que está inserido. Por isso, pais, filhos e professores, independente de estarem na escola ou não, podem se considerar estudantes mesmo sem serem mais alunos. E, finalmente, o novo ano está aí. Organize-se e ajude a meninada a se organizar. Mudando atitudes será possível iniciar um ano letivo com maior convicção, determinação e disposição. E, lembre-se que “um gesto vale mais que mil palavras”. Comece a mudança por você e tenha certeza de que isto será percebido e valorizado por eles. Para ajudar, use a dinâmica desta página e comece favorecendo um clima de amizade entre a turma. Para Refletir 1.º Como educadores, estamos preparados para lidar com a vitalidade da adolescência? Simone Costa Moreira Dinâmica Quem é quem!
Material: papel e caneta para cada participante. Desenvolvimento: 1.º Cada participante escreve no
papel o nome de três coisas que possam identificá-lo, como
por exemplo: 2.º Ao escrever, ninguém pode ver o que está escrito no papel do outro. 3.º Juntar todos os papéis, misturar e redistribuir. 4.º Todos pegam um papel. Ninguém pode pegar seu próprio papel.
6.º Se errar, a pessoa explica porque pensou assim. |
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