Jornal - "MISSÃO JOVEM"
Jovens
UM EXEMPLO, A NORUEGA Sem a intenção de desdenhar o nosso esforço neste campo, vale a pena lembrar aqui o exemplo da Noruega que é famosa por produzir filmes de elevada qualidade para crianças, adolescentes e jovens. A Suécia e a Dinamarca também são exemplos disso. Com iniciativas diferenciadas, a Noruega conta com mais de 70 sociedades cinematográficas pesquisando e produzindo filmes que educam aqueles que, em alguns anos, serão os condutores da nação. Trata-se de uma educação que vai além dos limites escolares. O BRASIL AVANÇA! Contudo, neste esforço, o Brasil não fica por menos. Em abril de 2004, no Rio de Janeiro, aconteceu a 4.ª Cúpula Mundial de Mídia para Crianças e Adolescentes, pela primeira vez realizada na América Latina. Trata-se do mais importante fórum internacional sobre a qualidade de produção de mídia para crianças e adolescentes, novas tecnologias, políticas públicas e comerciais. É uma pena que a maioria dos pais e educadores brasileiros esteja por fora dessas contribuições. Mas, para os interessados, citamos um site com muitas informações nesta área: www.midiativa.org.br. O FILME NA ESCOLA O alto poder de concentração exigido pelo filme ajuda o adolescente a refletir sobre temas abstratos que, de outra forma, não seria nada fácil ser conseguido pelo educador. Tomemos, como exemplo, o tema da violência. Mostrar aos alunos de classe média, que moram num condomínio fechado, como funciona, sociologicamente falando, o crime organizado e o recrutamento das crianças para o tráfico não é fácil.
Contudo, após assistirem o filme “Cidade de Deus”, de Fernando Meirelles, com certeza conseguirão entender melhor, tirar suas conclusões e ainda descobrir que podem fazer parte daqueles e daquelas que colaboram para fazer o Brasil melhor. O papel do educador, desta forma, consiste em direcionar e mediar as mensagens veiculadas, para sejam refletidas criticamente pelos adolescentes, gerando, dessa forma, novas mensagens significativas para o seu crescimento cultural e moral. Os alunos, após a visão o filme, podem contextualizar e expor, de forma crítica e responsável, os conteúdos absorvidos, passando para a sua vida a essência mais genuína e esclarecida daquilo que já tinha sido proposto pelo educador. Como conclusão, a partir dessa experiência, poderão confeccionar cartazes, preparar pequenas encenações e visitar outras turmas apresentando suas conclusões, entre tantas outras atividades. Veja em nosso Fórum algumas dicas de como escolher um filme a ser projetado em sala de aula: www.missaojovem.com.br/forum. O FILME EM CASA Com a ausência dos pais, ocupados pelo trabalho e por outras atividades, os filhos ficam à mercê da mídia. É por isso que hoje se cobra muita responsabilidade social dos produtores, dos autores e das empresas veiculadoras de programas, propagandas, novelas e filmes. No entanto, também nós, pais e educadores, não podemos cruzar os braços e ficar esperando que estas medidas sejam tomadas. Comecemos por nós a oferecer o que há de melhor para essa garotada ávida por descobrir o mundo. A primeira ação é saber que há filmes para todas as idades. Nem tudo o que é produzido com impressionantes efeitos e bons atores é o mais indicado para eles. Usar um filme para mantê-los ocupados e longe de más companhias, sem antes conhecê-lo, pode surtir um efeito ainda pior. Sozinho, o adolescente não está preparado para perceber a mensagem do filme sem ser influenciado por cenas de violência, sexo, vícios, contra-valores, etc. O final de semana pode ser uma ótima oportunidade. Estando juntos, vocês poderão assistir um filme numa outra perspectiva, a educacional, e sem tirar o prazer de um bom programa familiar. E para começar, é bom escolher o filme juntos. Escolham filmes já indicados por pessoas de confiança ou dos que vocês já tenham visto o trailer. Leiam a sinopse... Tudo isso ajudará a escolher um bom filme. Uma boa dica é o recém-lançado “Menina de Ouro”, do ator e diretor Clint Eastwood. Com este filme, vocês pais poderão conversar sobre vários temas como: relacionamento familiar, amizade, determinação, fé e o tema tão polêmico da eutanásia. O FILME NA CATEQUESE DE CRISMA Para o catequista que não tem o hábito de ver filmes, um bom conselho é começar com os nossos filmes, ou seja, aqueles que tratam de assuntos religiosos. Já para os catequistas cinéfilos, é preciso alguns cuidados na escolha do filme, sem contar que um longa-metragem ocupará todo o tempo do encontro, não permitindo uma partilha no final. Como sugestão, um bom filme para se trabalhar a vida de Jesus é o “Evangelho segundo Mateus”. Esta obra cinematográfica mostra um Jesus do abraço, do sorriso, um Jesus mais humano do que o dos filmes clássicos. Para refletir sobre família, relacionamentos e vocação, aconselhamos o filme “Além das Ilusões”, produzido pela Paulinas Comep. O filme conta a história de Sílvia, jovem que, aos 20 anos, percebe que nada do que faz é suficiente para dar um sentido verdadeiro à sua vida. Angustiada, decide fazer uma longa viagem “para dentro de si mesma”. Luta, reflete, busca respostas para novos desafios e, no silêncio, vê nascer uma nova Sílvia. Descobre o valor de pertencer a uma nova comunidade e assume concretamente sua missão, seu lugar na sociedade. É um bom filme! CINEMA-TERAPIA Com tantos títulos sendo produzidos todos os anos, já é possível sugerir um filme para cada situação da vida ou para cada leitura da liturgia, como fizeram o Pe. Peter e a Ir. Paulina Rose lançando o livro “Luzes, Câmera... Fé!”. Embora possamos cair no mesmo “balaio” desses serviços de auto-ajuda, indicar bons filmes para os nossos adolescentes, principalmente quando se encontram em crises de beleza, de relacionamentos, de ideais... poderá ajudá-los.
VAMOS REFLETIR 1.º Você acredita que os filmes podem se tornar um excelente meio de educação? 2.º Quais os filmes que mais marcaram sua vida e a de seus filhos ou alunos? |
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