Jornal - "MISSÃO JOVEM"

Jovens

Acredito nos Adolescentes

uma pessoa entusiasmada
pela causa da evangelização,
há 6 anos trabalha com grupos de
adolescentes e jovens missionários.
Com eles, Tina enfrenta os desafios
que surgem ao longo da sua caminhada
formativa, superando dificuldades
e desfrutando também de muitas alegrias.
No Congresso de Adolescentes
da Arquidiocese de Florianópolis-SC,
dirigimos algumas perguntas a essa
incansável educadora.

Quais são os maiores desafios
que você encontra neste seu trabalho?
TINA: Cito dois: fazer com que
os adolescentes missionários assumam
de verdade a tarefa que lhes
é própria, de trazer outros jovens
não-participantes para a Igreja e
para uma vida mais sadia. O segundo
desafio é fazer com que os adolescentes
missionários vençam o
preconceito, ou melhor, o temor de
serem tachados de “caretas” pelos
seus colegas, por eles pertencerem
e trabalharem na Igreja.
Sem dúvida, tudo isso
é bem mais fácil quando
o adolescente pertence a
uma família que participa
da comunidade. Daí a urgência
de evangelizar as
famílias para que, de seus
filhos e filhas, surjam novos
e numerosos operários para trabalhar
na messe do Senhor.
Mas há, infelizmente, inúmeras
famílias desestruturadas. Famílias
com problemas de ordem financeira
e afetiva. Famílias que, ao invés de
buscar orientação e força na Igreja,
buscam resolver seus problemas
por conta própria, sem dar espaço
para Deus. Isso influi, e muito, na
vida dos nossos adolescentes que,
salvo exceções, acabam enveredando
pelos mesmos caminhos.
O que motiva o adolescente a
se integrar num Grupo de Adolescentes
Missionários?
TINA: A primeira pergunta que os
adolescentes fazem, antes de participar
do grupo, é: “Existe uma banda
de música?” Num primeiro estágio,
esta se constitui numa grande motivação.
O que mais atrai os adolescentes
é a animação. Outra grande
motivação é a realização de saídas
e a possibilidade de participar de
congressos. Mas, com o tempo, os
adolescentes vão crescendo e se modelando
com a ajuda dos assessores
e dos próprios colegas que já realizaram
uma caminhada mais aprimorada.
Trata-se de um processo de crescimento
que os leva, mais cedo ou
mais tarde, a se tornarem missionários,
assumindo responsabilidades
em sua comunidade, quando não
abraçando uma verdadeira vocação
missionária além-fronteiras.
Quem trabalha com adolescentes
deve confiar neles, proporcionar-
lhes oportunidades e criar um
ambiente onde eles se sintam acolhidos
e amados, enfim, um ambiente
familiar e formativo. Participar de
um grupo deve ser algo prazeroso,
agradável e não uma obrigação marcada
por muitas cobranças.
Mas, será que as nossas lideranças
estão oferecendo aos nossos
adolescentes e jovens oportunidades
para realizarem algo na comunidade
eclesial, ou será que se
sentem satisfeitas só pelo
fato de eles e elas estarem
ali? Sinceramente, isso
não é suficiente, pois o ir
à Igreja, o pertencer a grupos
deve levar à formação
de cristãos missionários.
São já demais os cristãos sem fé e
descomprometidos com a missão da
evangelização e com a construção de
um mundo melhor!
De quem depende o protagonismo
dos adolescentes e dos jovens
na Igreja?
TINA: Sem a menor dúvida, depende
muito do pároco. É ele quem primeiramente
deve amar e acolher os jovens. Mesmo que seus assessores o
façam com o maior carinho e dedicação,
a presença do padre é fundamental
nessa caminhada. Ele não pode ficar
de fora desse processo, pois é ele
quem faz a ponte entre os jovens e a
comunidade. Se o padre, o primeiro
evangelizador, não o fizer, mesmo que
nós leigos façamos o maior esforço,
não conseguiremos sucesso. Pior ainda,
corre-se o risco de haver divisões
e de o grupo se tornar uma ilha dentro
da comunidade. Neste caso, todos
saem perdendo. O grupo que você coordena já
realizou trabalhos significativos?
Pode citar alguns?
TINA: Sim, entre eles destacaria:
• A realização de mutirões missionários
em nossa e em outras comunidades,
com evidente alegria
e crescimento humano-espiritual.
•A participação nos Grupos Bíblicos
em Família.
•A ajuda a colegas em dificuldade.
•Assistência a pessoas idosas,
abandonadas ou doentes.
Qual é a avaliação dessas atividades?
Levam algo para a vida?
TINA: Eles ficam bem felizes, satisfeitos
e realizados por estarem
contribuindo na evangelização da
comunidade. Outros jovens, vendo a
alegria e o entusiasmo com que eles
participam da Igreja, concluem que
isso não é ser “careta”. Eles chegam
a refletir: “Pôxa, esse meu amigo vai
à missa e está tão alegre. Ele é jovem
como eu, vai à balada...etc”...no entanto,
há um diferencial: ele segue Jesus.
Esse é um grande testemunho!
E não faltam perguntas aos nossos
jovens que conseguem melhorar
de vida: “Quem é o seu ‘pistolão’?”Resposta: meu “pistolão” é Jesus
Cristo! É que enquanto vocês acham
que estão aproveitando a vida na
noitada, só no oba-oba, a gente passa
o tempo estudando, participando de
retiros, ajudando, rezando etc.
Os meus adolescentes e jovens
missionários aprendem muito com
a visita às famílias. Eles se convencem
que, muitas vezes, eles “choram
de barriga cheia”. Se antes reclamavam
da comida e queriam ter
roupas de marca, após visitarem
outras realidades, onde muitos não
têm “nem a metade”, começam
a valorizar o que possuem
e a partilhar o que tem.
Os próprios pais percebem
admirados essa diferença de
comportamento dos filhos,
percebem neles uma nova
consciência.
Os adolescentes continuam
ativos dentro da comunidade
depois de passarem
por essa experiência?
TINA: Sim, muitos deles
estão acompanhando um catequista
para pegar um pouco de experiência,
outros se tornam assessores
de grupos de Infância Missionária,
etc. Não faltam aqueles e aquelas
que manifestaram desejo de seguir
a Vida Religiosa ou Sacerdotal.
Sempre incentivamos nossos
jovens a serem missionários e a
pensarem na possibilidade de se
tornarem missionários além-fronteiras.
Quais são os temas mais abordados?
TINA: a meu ver, os temas da
afetividade, questões em torno da
família e da droga. Há um consenso
no grupo de que longe de Deus,
da família e dos verdadeiros amigos
fica mais fácil “cair nas garras
das drogas”, e mais fácil viver a
sua fé do seu jeito jovem de ser.

PARA REFLETIR

1. Comentem a experiência
aqui apresentada.
2. Enviem ao MJ a
experiência de seu
grupo (com foto)

Visite as outras páginas

[P.I.M.E.] [MUNDO e MISSÃO] [MISSÃO JOVEM] [P.I.M.E. - Missio] [Noticias] [Seminários] [Animação] [Biblioteca] [Links]

Voltar