Jornal - "MISSÃO JOVEM"
História da Igreja
As causas principais desta corrupção do nacionalismo:
A Primeira Guerra Mundial (1914-1918) é conseqüência disso. De um lado estavam Alemanha, Áustria e Hungria e do outro, Rússia, França e Inglaterra. NACIONALISMO TOTALITÁRIO Após a Primeira Guerra, o nacionalismo transformou-se no Nacionalismo Totalit ário: suprimiram-se as liberdades e um Chefe só reúne em si todos os poderes. Conseqüências: a descrença na democracia; o medo do comunismo; os ressentimentos após a guerra e, da parte dos políticos, o medo das massas. Uma conclusão impõe-se sempre mais: somente um governo forte, centralizador, poderia resolver os problemas. O apoio decidido do capitalismo, dos políticos e do exército garantiu a vitória do totalitarismo.
Uma organização autoritária substituiu todas as estruturas democráticas, enfeixando no Chefe do estado todos os poderes. O terror foi o caminho para o partido se impor e destruir todas as contestações. Características comuns a todos os totalitarismos: o Estado é livre de qualquer lei; intervenção em todos os setores da vida humana, privada e pública; união entre Estado e raça; o culto ao chefe. O SÉCULO XX E O TERROR TOTALITÁRIO O totalitarismo não foi igual em todos os países, com exceção na crueldade. Sua aplicação mais dramática ocorreu na Rússia de Stalin a partir de 1924 e na Alemanha quando, em 1933, Adolf Hitler recebeu carta branca para aplicar seu programa de redenção do povo alemão.
A prática fascista foi mais moderada na Itália. Naquela nação, além da perda das liberdades políticas, foi alimentada a teoria do Grande Império, isto é, chegar a reconstituição do apogeu do antigo Império Romano. A IGREJA DIANTE DOS REGIMES TOTALITÁRIOS Trata-se de um tema muito delicado, pois os católicos viram nos regimes de força o fim da anarquia e a possibilidade de progresso. A primeira reação foi de compromisso: buscando legitimidade nacional e internacional, os regimes de direita ofereciam à Igreja condições muito privilegiadas, nelas incluindo aportes financeiros. Na Itália, em 1929, resolveu-se a Questão Romana que se prolongava desde 1870. Mediante indeniza-ção e reconhecimento da Igreja católica como religião oficial dos italianos, foram assinados os Tratados Lateranenses.
Nascia assim o Estado do Vaticano e a Igreja passou a gozar de liberdade para a sua missão no mundo. Na Alemanha, em 1933, Hitler reconheceu a Igreja como personalidade jurídica, garantiu a liberdade de ação e a faculdade de manter escolas católicas. Em Portugal, em 1940, Oliveira Salazar, profundamente católico, garantiu uma Concordata extremamente favorável à Igreja, incluindo até um Tratado Missionário, pelo qual o governo de Lisboa financiava as missões. Na Espanha, em 1953, o regime espanhol, necessitando de legitimidade aos olhos das nações, viu na Igreja uma aliada providencial. Reconheceu portanto a Igreja católica como a do povo espanhol, garantiu-lhe foro especial e financiamento para todas as suas obras, como imprensa, rádio, seminários, televisão, etc. Quando esses regimes caíram, o preço a ser pago - e que está sendo pago - é alto: o anticlericalismo, a aversão à Igreja como aliada dos regimes de força e o desencanto das novas gerações. A IGREJA NA ALEMANHA E SANTA SÉ A ascensão do nazismo na Alemanha foi conseqüência da derrota de 1918 e das crises política e econômica. O regime de Hitler trouxe, de fato, um bem-estar ao povo alemão. O doloroso é perceber a insensibilidade tanto dos católicos como dos protestantes perante o anti-semitismo e o posterior extermínio dos judeus e das minorias. O orgulho nacional parecia obscurecer a visão da realidade.
Os bispos, em sua maioria, viam na nova realidade uma situação ideal para o anúncio do Evangelho e a cúpula da Igreja evangélica chegou a justificar teologicamente a teoria ariana da superioridade racial. Evidente que o nazismo, ao assinar a Concordata com a Igreja, moveuse no interesse de silenciá-la. O plano seguinte de Hitler seria exterminar a Igreja, o Cristianismo e fazer retornar o alemão ao paganismo. A Igreja alemã, quando se sentiu violentada em seus direitos e viu a violação dos direitos humanos, soube colocar-se do lado do povo. Multiplicaram-se os mártires entre os que denunciavam a loucura pagã do nazismo. O grande questionamento é feito ao "silêncio" de Pio XII com relação ao extermínio dos judeus. De um lado, colocou a estrutura eclesial em apoio aos judeus perseguidos. De outro, faltou-lhe a voz profética da denúncia direta dos campos de concentração. A mesma voz faltou às democracias da França, Inglaterra e Estados Unidos que sabiam dos deslocamentos das populações judaicas e nada fizeram. Em linha geral, os europeus não viram com dor o massacre de tantos milhões de pessoas. CONCLUSÃO As feridas do totalitarismo ainda não foram cicatrizadas. Mas servem como grande lição: para a Igreja, o privilégio nunca é positivo, pois amordaça a profecia e compromete o futuro. A segurança da Igreja não repousa num regime, mas no poder de seu Senhor e fundamento, Cristo Jesus. PARA REFLETIR
2.º Qual foi o comportamento daIgreja e dos países democráticos diante de Hitler? |
Visite as outras páginas
[P.I.M.E.] [MUNDO e MISSÃO] [MISSÃO JOVEM] [P.I.M.E. - Missio] [Noticias] [Seminários] [Animação] [Biblioteca] [Links]