Jornal - "MISSÃO JOVEM"
História da Igreja
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Celebramos, assim, o Mistério do Natal, trazendo presente, aqui e agora, o amor extraordinário de Deus ao nos enviar seu Filho, que assumiu a natureza humana e se fez um dos nossos. Comemoramos o Mistério de Pentecostes para atualizar permanentemente, na história da humanidade, a presença e a ação do Espírito Santo. O acontecimento central da fé cristã, no entanto, é a celebração da PAIXÃO, MORTE E RESSURREIÇÃO DE JESUS. Por meio desse evento único, que chamamos de Mistério Pascal, Jesus Cristo realizou a obra da nossa salvação, libertando-nos do pecado, e nos oferecendo oportunidade de retorno à comunhão perfeita com Deus nosso Pai.
O domingo (1º dia da semana), desde o início do Cristianismo, foi o dia em que se celebrou a Ressurreição de Jesus (Jo 20,1; Mt 28,1; Mc 16,2; Lc 24,1). Muito cedo, no entanto, por influência da Páscoa judaica, os cristãos começam a celebrar a Páscoa numa só comemoração anual. Só em 325, o Primeiro Concílio de Nicéia prescreveu que a Páscoa devia ser comemorada no domingo após a primeira lua cheia da primavera, decisão que a Igreja Católica confirmou no Concílio Vaticano II, mas, por motivos ecumênicos, a sugestão não prosperou. Desde o século II, em vista da celebração pascal, os cristãos se dedicavam ao jejum e à oração. No século IV já surge um período preparatório de 40 dias, alusão aos quarenta dias de jejum de Moisés no monte Sinai (Ex 34,28), aos quarenta dias que o profeta Elias caminhou pelo deserto até o monte Horeb (1Rs 19,8), aos quarenta anos de peregrinação de Israel pelo deserto, e, ainda, aos 40 dias de jejum de Jesus. No século IV, os dias de jejum foram elevados a quarenta,
e a quarta-feira de cinza foi fixada como o início da Quaresma.
A penitência do tempo quaresmal não seja somente interna e individual, mas também externa e social (SC 109-110). ELEMENTOS a serem evidenciados a partir dessas instruções:
A celebração da Páscoa nos convida, portanto, a uma permanente mudança de vida, fugindo da rotina do dia-a-dia que corrói, sem que nos demos conta de nossas raízes cristãs. A Páscoa é um convite à renovação de nossos compromissos com Cristo e com os irmãos. A conversão não se realiza sem oração, jejum, caridade e perdão. Tudo deve ser fundamentado na Ressurreição de Jesus, e na força do Espírito Santo. A Páscoa, passagem de Jesus Salvador, deve criar em nós um novo estilo de vida: deixar as obras das trevas e vestir a armadura da luz (Rm 13,12). A Páscoa nos convida a uma contínua conversão, a fim de que possamos chegar à estatura de Cristo, o Homem perfeito (Ef 4,13). Pe. Valter Maurício Goedert |
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