Jornal - "MISSÃO JOVEM"

Educação

paz, por se tratar de uma realidade construída pela comunidade humana, pode ser ensinada e aprendida. Em primeiro lugar, a educação para a paz apresenta-se como educação para a tolerância e o diálogo.

Educação para a paz é experiência de transformação do potencial de agressão em ações não violentas na resolução dos conflitos. Mas a educação para a paz é também o espaço da argumentação e do debate. Finalmente, é o lugar onde aprendemos a desenvolver o potencial de mudança, superando o comodismo e a passividade, engajando-se no trabalho em rede, no grande mutirão em curso pela construção de uma cultura de paz nas comunidades e no mundo. (Texto-Base da CF).

AS IGREJAS

Nesta tarefa, as igrejas são especialmente importantes como agentes educativos. Se a idéia de que todos somos irmãos não for uma doutrina vazia, é missão fundamental de todas as igrejas, num campo onde todas podem estar unidas, começar por aí uma grande rede de solidariedade em busca da paz.

As igrejas promovem cursos, palestras, grupos de convivência, projetos de ação. Difundem princípios religiosos e dão critérios para a leitura da realidade, ajudando a tomar posição diante dos conflitos sociais. São espaços educativos gratuitos, que atraem colaboradores voluntários dedicados. As igrejas, desta forma, podem abrir horizontes, oferecer ideais motivadores e emocionantes oportunidades de viver a alegria de ser útil, de fazer diferença.

DEPENDE DE NÓS

Mas cada ser humano também pode fazer a diferença. As pequenas atitudes que a gente tem no dia-a-dia já contribuem para uma mudança. Mas será que apenas isso resolve? Claro que não, mas participar já é um começo. A solidariedade e a paz exigem atitudes cotidianas. É por aí que a paz começa: com educação em casa, diálogo, perdão, gentileza, amizade, disponibilidade, amor.

São os pequenos gestos. A paz exige, ao mesmo tempo, ações e atitudes mais amplas: a defesa da ecologia, dos excluídos e dos direitos humanos, o combate à fome, a distribuição da renda, etc. Solidariedade não é apenas piedade, é também uma opção política, social e econômica. É isso que favorecerá uma sociedade justa e fraterna.

AÇÕES CONCRETAS

A Igreja, para concretizar este nível de ação, já vem se posicionando - e a CF 2005 está reforçando isso com a participação de várias igrejas - em favor do Mutirão de Combate à Fome, da campanha do desarmamento, da geração de empregos, do Fórum Social Mundial, da Semana Social Brasileira, do Grito dos Excluídos, da aplicação dos estatutos da Criança e do Adolescente, do Idoso e do Desarmamento. Além disso, temos as pastorais sociais, a participação nos conselhos comunitários, o ecumenismo e o diálogo religioso, entre outros, como meios concretos de educação e de busca da paz.

A catástrofe do tsunami na Ásia mostrou que a solidariedade está no “sangue”, na alma do povo brasileiro:

não houve como enviar tudo o que foi doado!!! No entanto, seria excelente se nossas ações solidárias não aflorassem apenas em situações extremas, mas se tornassem uma constante, a partir das pequenas coisas do nosso cotidiano. Isso só será possível com educação, educação para a solidariedade e a paz. Assim, com certeza, teremos um mundo mais pacífico e faremos a grande diferença.

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