Jornal - "MISSÃO JOVEM"

Crianças

acerdotes, catequistas, lideranças... sentem a necessidade de algo novo e mais eficaz para a educação cristã e apostólica das crianças e adolescentes. Ao receberem o Sacramento da Crisma, a maioria deles coloca um ponto final em sua participação e compromisso com a sua comunidade eclesial.

Com o surgimento da Infância Missionária, a criança mostrou-se mais amiga e generosa. Começou a ser melhor em casa, na escola, na catequese e na paróquia. Se sentiu importante, responsável, comprometida por um mundo mais humano, justo e fraterno. Portanto, percebendo o valor da IM, esta equipe, com a assessoria do secretário nacional da Infância Missionária, Pe. Savio Corinaldesi, lança esta página para os responsáveis e interessados pela IM.

1. AS CRIANÇAS SE AFASTAM

Mas qual será o motivo pelo qual as crianças se afastam da comunidade após a catequese? As motivações são muitas e não fáceis a serem detectadas: Família? Meios de Comunicação? Secularismo? Falta de uma boa pedagogia catequética...?

A Infância Missionária pode ajudar a inverter essa tendência. Sua metodologia, mais abrangente, visa formar crianças comprometidas, protagonistas, missionárias em sua comunidade, tendo o olhar voltado para os horizontes da missão além fronteiras.

2. A SEMENTE

Imaginemos uma paróquia, comunidade, colégio ou escola na qual não exista a Infância Missionária (IM). Certo dia aparece um vigário novo, uma irmã, um casal, uma criança ou jovem que ouviu falar ou leu ou tem experiência de vida na IM. Eles são a sementinha da qual pode surgir a grande árvore desta Obra Missionária.

Toda semente precisa de um tempo de amadurecimento, no qual normalmente fica escondida e sofrida, debaixo da terra. Assim também, quem tem a primeira idéia deverá começar a falar sobre ela com outras pessoas, com os responsáveis da comunidade, com pessoas entrosadas na vida da Igreja local e sensíveis à nova proposta.

3. O TERRENO

De nada adianta ter uma semente, se não possuirmos um terreno onde plantá-la. Tratando-se de Obra Missionária católica, o terreno será a paróquia, a comunidade local, colégios...

O primeiro passo a ser dado para implantar a IM num lugar é falar com os responsáveis da Igreja local: pároco, líder da comunidade, conselho pastoral... Sem o apoio e a aprovação da liderança da Igreja local, não se deve começar a IM. No caso de escola ou colégio, é necessária também a aprovação da direção da instituição, e que seja fora do horário de aula.

4. A EQUIPE

A IM não é obra de uma pessoa. Uma vez colocada a semente e garantido o espaço na Igreja local, é necessário que se forme uma equipe de, pelo menos, três ou quatro pessoas responsáveis, que se disponham a levar em frente este trabalho.

Sejam pessoas com alguma experiência em pastoral, mas sem estarem tão atarefadas, a ponto de não terem tempo para esta nova atividade. Sugerimos que procurem essas pessoas, sobretudo, entre casais e jovens com mais de 15 anos de idade, com uma vida cristã coerente.

Vale a pena procurar pessoas, até aposentadas, mas que se identifiquem com o carisma da IM. Muitas delas ficariam felizes se fossem convidadas para um engajamento. Elas têm várias vantagens: longa experiência no trato com crianças e adolescentes, como pais e avós, professores e professoras, como também com profissionais de outras áreas sociais.

5. O PREPARO

Esta “Equipe Fundadora” deverá primeiro estudar a Obra que pretende implantar: história, carisma, diretrizes e orientações, metodologia de trabalho, espiritualidade, objetivos e finalidades.
Tudo isso se consegue lendo os documentos, sobretudo, as Diretrizes e Orientações da IM (que podem ser encontrados nas Pontifícias Obras Missionárias - POM); visitando grupos e lideranças da IM já experientes; participando de cursos de formação chamados EFAIM - (Encontro de Formação de Animadores da Infância Missionária).

6. O CONVITE
(ver p. 16 a 18 das Diretrizes e Orientações da IM)

Quando a Equipe estiver em condições, começará o trabalho de divulgação da Obra. Trata-se de um momento bastante delicado.

Queremos formar grupos de missionários, e/ou seja, de crianças ou adolescentes que, supõe-se, possuam conhecimento da fé de acordo com a sua idade.

O convite, portanto, deve se estender a todas as crianças e/ou adolescentes.

Os campos privilegiados para lançar o chamado são: as famílias engajadas na vida da paróquia ou comunidade, as turmas da catequese e escolas onde existe um bom trabalho de Ensino Religioso Escolar (ERE).

7. A SELEÇÃO

O convite para participar do grupo da Infância ou da Adolescência Missionária não deve ser fruto de uma “campanha publicitária” massiva, como se se tratasse de “vender” um produto barato.

As crianças e aos adolescentes, pelo contrário, deve-se apresentar a seriedade do compromisso que estão assumindo: oração, sacrifício e solidariedade sem limites geográficos, culturais, religiosos, raciais e políticos. São estas as características da IM.

Aderir à IM significa renunciar ao comodismo, ao consumismo, à alienação diante dos grandes problemas da humanidade.

A Equipe que fizer o convite precisa ser muito clara na sua proposta: disponibilidade para uma reunião semanal, tarefas a serem desenvolvidas durante a semana, vida de grupo, participação nas atividades da paróquia e comunidade...

8. O GRUPO

As crianças e adolescentes que aceitarem a proposta, deverão, de preferência, ser organizados em grupos de 12 crianças e/ou adolescentes, e cada grupo, seja acompanhado preferivelmente por um assessor(a) adulto(a) ou jovem acima de 15 anos.

A formação dos grupos pode respeitar os laços de amizade existentes, embora evitando correr o risco de formarem grupos fechados e excludentes.

Lembrete: Na formação de grupos, leve-se em consideração a faixa etária das crianças e adolescentes. (continua na próxima edição)

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