Jornal - "MISSÃO JOVEM"

Construindo Fraternidade

"Tenho uma irmã que, como eu, tem filhos jovens e, por ser mais velha, sempre a tive como modelo e conselheira. Da última vez que a visitei, ela me pediu que não reparasse, mas sua filha estava ocupando seu quarto com o namorado e que, embora ela e o marido não aceitassem tal situação, não tinham outra opção pois, caso contrário, estariam "perdendo" a filha que, de qualquer forma, estaria encontrando-se com ele na rua ou sabe-se lá onde. A partir daquele momento, confessava, eu e meu marido vivemos um pesadelo por aceitarmos uma situação semelhante.

Amigos do Missão Jovem, existe algo que eu possa fazer para evitar que isto aconteça?".

Joana – Florianópolis/SC.

Amiga Joana,

Gostaríamos de tentar uma resposta dirigindo-nos aos dois: também a seu esposo. A situação da família de sua irmã faz parte de um processo de relacionamentos hoje quase que comum. Ele começa com o simples ficar, termo utilizado para uma relação amorosa de um dia,uma ocasião ou mesmo um instante, sem nenhuma idéia de continuidade.

Infelizmente, este comportamento é fruto de idéias e atitudes muito valorizadas pela mídia que, para conquistar a audiência e o interesse do público, para fins comerciais, apresentam este tipo de relação como se fizesse parte de um contexto normal e moderno.

OMISSÃO

Em nome de uma “liberdade” ou “liberalidade”, aumenta o número dos pais que vão se omitindo, aceitando e até mesmo convivendo com comportamentos que culminam na situação em que sua irmã está vivendo em relação à filha.

Muitos pais, infelizmente, não conseguem transmitir o conceito de relação sexual como ato de entrega a um amor verdadeiro e à consumação de uma união entre duas pessoas que pretendem viver em comunhão, com respeito, sabendo que cada coisa tem o seu tempo.

Esta situação não foi criada neste momento, mas é fruto de uma caminhada que, sem nenhum obstáculo, aqui chegou ao natural e, como natural, está sendo encarada pela menina e vice-versa. Vocês acordaram tarde.

CONTRAVALORES

Constata-se que a própria escola abandonou o seu papel de formadora moral para somente oferecer a formação técnica e cultural. Neste vácuo, vimos surgir uma mídia super-poderosa, rica e atraente, atacando em várias frentes: televisão, cinema, revistas e, por último, a internet, que ocupam a mente dos jovens e de muitos adultos, sem encontrar nenhum tipo de contestação a tudo que pretende mostrar, valorizar ou vender.

Sem colocar a culpa toda nos veículos de comunicação e nem mesmo generalizar suas intenções e mensagens, devemos ter consciência do vazio que passaram aos jovens em matéria de orientação no desenvolvimento de seus costumes e valores.

CONSELHOS

Quanto aos pais, devem dar um basta à omissão e, toda vez que se depararem com situações das quais discordam, precisam expressar sua opinião sempre respeitosa.

Façam com que seus filhos conheçam os porquês de suas posições e valores, como este da relação sexual. Procurem compreender o mundo deles e façam com que suas opiniões sejam mais um fator a ser considerado na hora deles tomarem suas decisões.

Isso não é fácil! Trata-se de uma tarefa árdua e demorada e, não esqueçam, lhes custará alguns sacrifícios, talvez de alguns capítulos da novela, ou mesmo da renúncia de algumas sessões na academia, para cultivar a convivência familiar. Ah, quase ia esquecendo de dizer-lhes que, sem o exemplo, as palavras se vão ao vento.

Redação do Jornal "MISSÃO JOVEM"
redacao@missaojovem.com.br

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