Jornal - "MISSÃO JOVEM"

Celebração

omumente, na Quinta-feira Santa, encenamos o lava-pés com o desejo de passar a maravilhosa mensagem de Jesus a cerca da humildade e do serviço. Contudo, com este teatro, queremos oferecer uma alternativa que, além de contemplar a Santa Ceia, estará em sintonia também com o 15.º Congresso Eucarístico Nacional.

No centro do palco, personagens como índio, agricultor, mulher, criança, negro etc., estão amarrados por correntes ou cordas. Ao som de uma música instrumental reflexiva, eles, sentados, elevam as mãos em busca do pão. Os movimentos seguem o ritmo da música. Após algum tempo, troca-se a música e entram dois homens. Eles negociam e fecham a transação entregando a um dinheiro, e ao outro um pão. Apertam as mãos e saem. Volta-se à música instrumental e os personagens começam a levantar as mãos mendigando. Entra uma mulher com um pão na bolsa e pelo outro lado um assaltante com um canivete.

Ele a aborda e ela entrega o pão. Saem de cena. Coreografia das mãos. Entram duas crianças jogando um para o outro um pão como se fosse uma bola. Eles permanecem brincando por um tempo, felizes, e depois saem de cena. Mais intensidade na coreografia das mãos e na música. Entram dois políticos. Eles cochicham e um entrega, escondido, um pão que imediatamente é colocado dentro da roupa. Eles apertam as mãos e saem. A música instrumental pode ser finalizada com um ruído forte. O personagem negro recita o texto, com vigor, enquanto se liberta das correntes.

Negro: Ele viveu entre nós, pregou o evangelho aos pobres, perdoou os pecadores e curou os enfermos. Sobe a trilha sonora. Entra o comerciante que ficou com o pão. O negro vai até ele, tira um pedaço do pão e come. O comerciante convertido tira um pedaço do pão e dá ao índio que segue as mesmas marcações do negro.

Índio: Ele, o Filho, a Palavra se fez carne e assumiu nossa humana condição. Nossa vida e nossas lutas ele viveu e, agora, entre nós, se dá no Pão! Da mesma forma o índio aborda o assaltante que está entrando em cena. Este, convertido, vai até o agricultor. Agricultor: No mendigo, no preso, ele está presente! No doente, faminto, no sem lar: cada vez que a um deles socorremos é a ele que estamos ajudando! O Agricultor leva o pão até a criança que seguirá as mesmas marcações dos outros.

Criança: Nos apóstolos e em seus sucessores continua a nos falar com amor. Se os ouvimos, é a ele que estamos ouvindo. Se os seguimos, seguimos o Bom Pastor! Ela abordará as duas crianças. Uma delas leva o pão para a mulher.

Mulher: Com ele, vos oferecemos ó Pai as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias das mulheres e dos homens de hoje. A mulher vai até o político e, tirando o pão, o levanta aos céus num gesto de oferta e recita o texto.

Mulher: Por fim, na última Ceia, deu-nos o dom de seu corpo e de seu sangue, alimento de vida, que nos faz proclamar:

Todos: Ele está no meio de nós!

Coloca-se uma trilha sonora enquanto entra o personagem Jesus. Quando estiver bem próximo do grupo, ele recita o texto com muito vigor e serenidade.

Jesus: Onde dois e outros mais estiverem reunidos em meu nome, entre eles estarei. Até o fim eu estarei convosco! Até o fim eu jamais vos deixarei!

Querem me encontrar: “Vinde e Vede”!

Achando oportuno, partilhem os pães com o povo enquanto se ouve ou se canta a música do Pe. Zezinho, scj, “Trabalhar o Pão”.

DICAS

1.º A coreografia das mãos exige ensaios extras, além do ensaio geral.

2.º Cada dupla terá um pão. Melhor se fosse um pão caseiro grande, facilitando a compreensão do símbolo.

3.º Façam uma reunião para decidir as músicas. Para cada quadro uma trilha sonora que caracterize a cena.

4.º Para o “ruído forte” usem duas tampas de panela ou uma folha de zinco, por detrás das cortinas.

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